STF suspende investigação contra Marconi Perillo

Para o relator do caso, Gilmar Mende, o político merece foro especial em decorrência de nova discussão sobre o tema em andamento na corte

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, na última sexta-feira (28), a suspensão da investigação que envolve o ex-governador de Goiás, e presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, por suposto desvio de recursos da área da saúde de 2012 a 2018.

Para o relator do caso, Gilmar Mende, o político merece foro especial em decorrência de nova discussão sobre o tema em andamento na corte. A decisão foi tomada por unanimidade pelos ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, André Mendonça, Dias Toffoli e Nunes Marques, seguindo o voto do relator Gilmar Mendes. O ministro defendeu a suspensão para garantir o “devido andamento da apuração”, após mudanças no entendimento do STF sobre foro por prerrogativa de função.

“Considerando a iminência de imaginável constrangimento ilegal com a conclusão das investigações, conforme determinado na parte final do ato reclamado, e a possível apresentação de eventual denúncia por órgão oficiante indevido e perante Juízo incompetente, entendo ser o caso de conceder a medida cautelar postulada”, diz, no voto.

Em nota, Marconi afirmou que a decisão “restabelece a verdade e demonstra que o STF age com rapidez e firmeza para impedir que ações políticas encomendadas prosperem no país”. 

Entenda

Perillo foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante uma operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União no último dia 6. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, sendo dez em Goiânia e um em Brasília. 

Perillo foi alvo de uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) no dia 6 de fevereiro de 2025. A investigação apurava um suposto esquema de desvio de recursos da saúde entre 2012 e 2018, período em que Perillo governava Goiás.

Segundo as autoridades, o esquema envolvia a subcontratação de empresas ligadas a políticos e gestores de uma organização não governamental (ONG), que, ao receber pagamentos, repassava parte dos valores aos envolvidos. No total, foram emitidos 11 mandados de busca e apreensão, a maioria em Goiânia, e um em Brasília. Além disso, houve o bloqueio de mais de R$ 28 milhões em bens dos suspeitos.

Relacionadas