Lula sobre minerais críticos: Não temos preferência, queremos parceria

Lula e Trump se reuniram em Washington, nesta quinta (7/5), em um encontro de trabalho para discutir temas da agenda bilateral
Foto: Reprodução Redes sociais

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, dos Estados Unidos, discutiram uma parceria sobre minerais críticos e terras raras durante a reunião em Washington nesta quinta-feira (7/5).

Segundo Lula, o Brasil não tem preferência de países para fechar parcerias. Ele disse, ainda, que o país quer atrair negócios na área.

“Nós não temos preferência. O que queremos é fazer parceria, compartilhar com as empresas americanas, chinesas, francesas. Quem quiser para ajudar a gente a fazer mineração, a separação e produzir a riqueza que essas terras raras nos oferecem, estão sendo convidados para ir no Brasil”, declarou ele durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

Lula reafirmou que o Brasil tratará os minerais críticos como “uma questão de soberania nacional” e chamou como “extraordinária” a aprovação pela Câmara do projeto para regularizar o setor.

O presidente brasileiro afirmou ainda ter discutido a sobretaxação norte-americana a produtos brasileiros durante reunião com Trump. Segundo Lula, Trump “teimou” haver produtos norte-americanos com taxa maior do que a praticada.

“Ele Trump sempre acha que nós cobramos muito imposto. Argumentei para ele: ‘Não, a média do imposto que nós cobramos de vocês é 2,7%, apenas 2,7%’. Mas ele continua teimando”, declarou Lula. “Trump teimou e disse que tem produtos americanos que são taxados em 12% no Brasil”, enfatizou.

Lula afirmou ter sugerido a Trump uma reunião entre as áreas comerciais dos dois países daqui um mês e disse que o Brasil estaria disposto a ceder caso seja constatada uma sobretaxação brasileira. O petista defendeu ainda um “plano de metas” para as reuniões.

“Quem estiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, vamos ceder. Se eles tiverem que ceder, vão ter que ceder”, disse Lula. “Tem divergência que ficou explicitada na reunião, o ministro dele falou uma coisa, os nossos, outras”, completou.

A reunião entre Lula e Trump começou por volta das 12h40 (11h40 no horário de Washington D.C) desta quinta-feira, na Casa Branca, e durou três horas. Esse foi o primeiro encontro dos dois na sede do governo norte-americano.

Na reunião, Lula esteve acompanhado pelos ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Wellington César (Justiça e Segurança Pública).

Já a equipe de Trump foi composta pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D Vance, pela chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, pelo secretário de Comércio, Howard Lutnick, e pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Lula e Trump tiveram um primeiro contato na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro passado. Depois, se encontraram na cúpula da Asean, em outubro de 2025.

Desde o início do mandato de Trump, em janeiro passado, a relação entre Brasil e Estados Unidos é marcada por crises. O governo norte-americano impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, depois derrubada pela Suprema Corte do país, sancionou autoridades com a Lei Magnitsky, além de começar a investigar supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil.

Fonte: A Redação

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