Pais apresentam versões contraditórias sobre o crime, diz delegado

Durante os depoimentos, os dois suspeitos apresentaram versões divergentes e atribuíram um ao outro a responsabilidade pelas agressões
Reprodução de redes

A morte de Bryan Gabriel, um bebê de apenas três semanas, é investigada pela Polícia Civil após a criança ser atingida por pelo menos 15 golpes de faca na manhã desta quarta-feira (14), no bairro Dona Milindra, em Patos, no Sertão da Paraíba. Os pais do menino, Marcos Gabriel e Mirelly Layla, ambos de 19 anos, foram presos e encaminhados à carceragem.

De acordo com o delegado Emerson Barbosa, da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos, os suspeitos apresentaram relatos diferentes durante os interrogatórios. Cada um atribuiu ao outro a responsabilidade pelas agressões contra o bebê. Diante dos elementos inicialmente apurados, a polícia decidiu manter os dois presos e encaminhar o caso ao Poder Judiciário.

Versões diferentes

Em depoimento, o pai afirmou que a mãe teria atacado o filho motivada por ciúmes da atenção que ele dedicava à criança. Segundo a versão apresentada pelo suspeito, ele presenciou o primeiro golpe e deixou a residência em estado de desespero.

O homem também declarou que não voltou ao imóvel para verificar as condições do bebê depois de sair do local. A conduta é analisada pelos investigadores, inclusive em relação à possível omissão de socorro.

A mãe, por sua vez, apresentou outra versão dos acontecimentos. Conforme as informações divulgadas pelo delegado, ela relatou que o pai iniciou uma discussão para impedi-la de deixar a residência com a criança.

Ainda segundo o depoimento dela, o homem teria oferecido uma faca repetidas vezes e, posteriormente, segurado seus braços e forçado sua mão a desferir golpes, inicialmente contra ele.

As declarações dos dois envolvidos estão entre os elementos considerados pela Polícia Civil na apuração das circunstâncias da morte.

Relacionamento teve separações e reconciliações

Segundo Emerson Barbosa, o casal manteve um relacionamento marcado por períodos de afastamento e reconciliação. Os dois teriam se conhecido por meio do jogo on-line Free Fire e, posteriormente, vivido juntos em Minas Gerais por aproximadamente quatro a cinco meses.

Depois desse período, retornaram à Paraíba e alugaram uma casa em Patos. No entanto, quando o crime aconteceu, já não moravam juntos.

Conforme o delegado, a mãe havia retomado o relacionamento com um antigo companheiro, que mora em São Bento. Ela foi até Patos para buscar seus pertences quando ocorreu o episódio investigado.

A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias da morte de Bryan Gabriel e as responsabilidades de cada um dos suspeitos. O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário.

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