O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, declarou nesta terça-feira (13) que votará a favor da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o funcionário trabalha seis dias e tem um dia de descanso. Apesar do apoio à medida, ele defendeu maior flexibilidade na definição dos horários de trabalho e afirmou que o governo deverá ajudar a compensar os custos da mudança para as empresas.
A declaração foi feita após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Flávio recebeu autorização na segunda-feira (12) para visitá-lo.
Ao justificar seu posicionamento, o senador afirmou que pretende acompanhar a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros favoráveis ao fim da escala atual. Ele, no entanto, destacou que a proposta precisa considerar diferentes realidades profissionais e familiares.
Senador defende flexibilidade nos horários
Flávio Bolsonaro argumentou que a mudança na jornada de trabalho deve levar em conta profissionais que atuam em home office e trabalhadores que precisam conciliar o emprego com os cuidados dos filhos.
Como exemplo, mencionou mães que dependem de horários específicos para trabalhar, seja apenas pela manhã, à tarde ou durante parte do dia. Na avaliação do senador, a discussão também deve contemplar a autonomia dos trabalhadores para organizar a própria rotina.
Ele afirmou ainda que considera importante ampliar o período de descanso e garantir melhores condições de trabalho, mas ressaltou que a implementação da medida exige atenção aos impactos econômicos.
Governo deveria ajudar a custear a mudança
Outro ponto levantado pelo senador foi o possível aumento dos custos para as empresas caso a redução da jornada exija a contratação de novos funcionários. Para ele, a compensação financeira não deveria ficar exclusivamente sob responsabilidade dos empregadores.
Flávio atribuiu dificuldades financeiras enfrentadas por empresas e famílias à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a declaração, também afirmou que 80% das famílias brasileiras estão endividadas.
Na avaliação do parlamentar, a redução da jornada pode elevar as despesas dos empregadores e ampliar o risco de informalidade, caso os custos adicionais dificultem a manutenção dos postos de trabalho.
Por isso, defendeu que o governo participe de eventuais mecanismos de compensação financeira às empresas afetadas pela mudança.
Voto seguirá posição dos trabalhadores
Apesar das ressalvas sobre os efeitos econômicos e a necessidade de ajustes na proposta, Flávio reafirmou que pretende votar a favor do fim da escala 6×1. Segundo ele, sua decisão levará em consideração a preferência da maioria dos trabalhadores brasileiros.
O senador também sustentou que a discussão deve buscar um equilíbrio entre a ampliação do tempo de descanso, a liberdade para organizar os horários e a capacidade financeira das empresas de cumprir as novas regras.





