O presidente do STF, ministro Edson Fachin, defende o fim da investigação, aberta em 2019 pelo então presidente do tribunal, Dias Toffoli, e relatada pelo ministro Alexandre de Moraes. Para Fachin, o encerramento do inquérito está entre as prioridades de sua gestão, ao lado da adoção de um código de ética e da modernização do sistema de Justiça.
Apesar da defesa de Fachin e do apoio de ministros como Cármen Lúcia, integrantes de outra ala do Supremo são contrários ao que consideram um encerramento antecipado ou “forçado” da investigação.
Entre os críticos estão Alexandre de Moraes, relator do inquérito, o decano Gilmar Mendes e o ministro Flávio Dino. Moraes já indicou que a investigação deve continuar pelo menos até o primeiro semestre de 2027. A expectativa é que o ministro avalie a conclusão do processo quando estiver próximo de assumir a presidência do STF, em setembro do próximo ano.
Gilmar Mendes também já afirmou que não seria razoável encerrar o inquérito às vésperas das eleições de 2026. Segundo ele, a investigação teve papel importante na proteção da democracia diante de ataques contra as instituições.
Flávio Dino, por sua vez, questionou a possibilidade de um magistrado “prometer” o encerramento de uma investigação e defendeu que a duração dos inquéritos siga critérios legais e regimentais. O ministro afirmou ser favorável à conclusão das investigações, seja com o oferecimento de ações penais ou com os arquivamentos cabíveis.
A divergência sobre o futuro do inquérito evidencia a dificuldade de construir um consenso dentro do STF e se soma a outros conflitos que vêm ampliando a instabilidade institucional da Corte.





