O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (7), do desfile cívico-militar de 7 de Setembro, realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O evento reuniu representantes dos três Poderes em meio ao momento de tensão envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula esteve ao lado da primeira-dama Janja, do presidente do STF, Edson Fachin, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Ministros do governo e outras autoridades também acompanharam a cerimônia.
Com cerca de duas horas de duração, o desfile teve como temas principais a soberania nacional, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027. Tropas do Exército, da Marinha e da Força Aérea participaram da programação.
Por ocorrer em ano eleitoral, a organização adotou um tom mais sóbrio para evitar possíveis irregularidades relacionadas ao período de campanha. Apesar disso, apoiadores presentes nas arquibancadas fizeram manifestações políticas e entoaram palavras de ordem, incluindo o canto em defesa do fim da escala de trabalho 6×1.
Entre os momentos de maior animação do público estiveram as aparições do Zé Gotinha, mascote do Sistema Único de Saúde (SUS), e dos servidores da área da saúde. A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, também foi lembrada durante o evento.
Pronunciamento de Lula
Na véspera do desfile, Lula fez um pronunciamento em cadeia nacional no qual defendeu a soberania brasileira e o livre comércio. O presidente criticou a possibilidade de interferência de potências estrangeiras nas relações comerciais do país e afirmou que o Brasil não deve “baixar a cabeça”.
Lula também destacou o potencial dos minerais críticos e da exploração de petróleo na Margem Equatorial para gerar investimentos, tecnologia, empregos qualificados e desenvolvimento econômico.
Ao abordar a ideia de independência, o presidente relacionou a soberania nacional à melhoria das condições de vida da população. Também defendeu uma maior independência financeira dos brasileiros, com mais oportunidades, menos privilégios e mais tempo para a família e para a vida pessoal.





