O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou na noite de domingo (25) que a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), não comprometeu a apuração do segundo turno. A declaração ocorreu após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou Flávio Bolsonaro (PL).
“Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou.
Nunes Marques relatou que a ordem, proferida após o horário previsto para o encerramento da votação, exigiu mudanças nos procedimentos do tribunal. Segundo ele, o recebimento dos boletins de urna foi suspenso temporariamente para cumprir a determinação.
O ministro afirmou que a interrupção provocou a maior fila de boletins já registrada pelo TSE e que havia preocupação com a capacidade dos sistemas de armazenar as informações. Disse, porém, que as equipes técnicas conseguiram contornar as dificuldades e dar continuidade à apuração.
A decisão de Zanin estendeu das 17h para as 19h, pelo horário de Brasília, o prazo para receber votos. A medida atendeu a um pedido da campanha de Lula, que relatou restrições na oferta de transporte coletivo e dificuldades de deslocamento dos eleitores.
Posteriormente, Zanin esclareceu que a prorrogação deveria ser cumprida nas seções cujas urnas permaneciam abertas. Os votos dos equipamentos já encerrados seriam computados normalmente.
Em nota publicada às 18h44, o TSE informou que a eleição continuava apenas nos locais onde a votação não havia sido encerrada às 17h. O tribunal anunciou que retomaria o recebimento dos boletins, a totalização e a divulgação dos resultados após as 19h.
A campanha de Flávio Bolsonaro também havia solicitado ao TSE a ampliação do horário em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, sob a justificativa de dificuldades causadas pelas condições climáticas. Após a derrota, o senador anunciou que pediria a anulação da eleição, segundo a CNN Brasil.





