Cora inaugura reabilitação robótica para pacientes do Crer

Complexo oncológico completa um ano
Cora completa um ano com ampliação dos serviços de reabilitação e transplante de medula óssea para crianças e adolescentes. Foto: Divulgação

O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) completa um ano de funcionamento com a ampliação dos serviços oferecidos à população. Entre as novidades anunciadas nesta quarta-feira (10/6) está o início do atendimento a pacientes encaminhados pelo Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), que passarão a utilizar a estrutura de reabilitação robótica da unidade. O anúncio foi feito pelo governador Daniel Vilela durante a solenidade que marcou o primeiro aniversário do hospital.

O chefe do Executivo estadual destacou o impacto do Cora para as famílias goianas. “Hoje, Goiás conta com uma unidade de tratamento completa que já atendeu inúmeras famílias e realizou quatro transplantes de medula. Isso demonstra a importância desse hospital, que salva vidas e dá conforto às famílias para que elas possam atravessar esse momento difícil sem precisar se deslocar para outros estados”, afirmou Daniel Vilela.

A medida integra a estratégia do Governo de Goiás de ampliar o acesso a tratamentos especializados na rede pública estadual. A expectativa, conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES), é atender até dez pacientes do Crer por semana na área de reabilitação. Cada caso será submetido a avaliação prévia para definição da elegibilidade ao uso dos quatro equipamentos robóticos disponíveis na unidade.

Transplantes
Além da ampliação da reabilitação, o Cora avança na oferta de tratamentos oncológicos de alta complexidade. Em seu primeiro ano de funcionamento, a unidade implantou o serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO) pediátrico e já realizou os primeiros procedimentos autólogos em pacientes atendidos pelo hospital. A técnica utiliza células do próprio paciente para recompor a medula óssea após sessões intensivas de quimioterapia. Até o momento, três crianças com idades entre 1 e 4 anos passaram pelo procedimento e apresentaram resposta positiva.

Um quarto paciente segue em acompanhamento médico após o transplante. A estrutura destinada ao serviço conta com oito leitos especializados e suporte de terapia intensiva pediátrica. O próximo passo será a habilitação para a realização de transplantes alogênicos, modalidade que utiliza células de doadores compatíveis e amplia as possibilidades terapêuticas para pacientes oncológicos. A previsão é que a unidade alcance a capacidade de realizar até 100 transplantes por ano.

Titular da SES, Rasível Santos ressaltou que os resultados refletem uma política pública estruturada para ampliar o acesso ao tratamento especializado. “Estamos acompanhando muitas curas acontecendo aqui no Cora, e isso é resultado de uma política pública de muita responsabilidade. Os investimentos em estrutura e equipamentos são fundamentais, mas a alma deste hospital são os profissionais que dedicam seu trabalho diariamente para cuidar das crianças e das famílias que enfrentam essa luta”, destacou.

Desde a inauguração, o Cora recebeu 420 pacientes e realizou mais de 5,4 mil consultas médicas ambulatoriais. A oncologia pediátrica respondeu por 3.896 atendimentos, enquanto o serviço de quimioterapia contabilizou 2.433 sessões realizadas. O atendimento multiprofissional também registra números expressivos. Nesse período, foram realizadas mais de 8,3 mil consultas em áreas como psicologia, fisioterapia, nutrição, enfermagem, odontologia e terapia ocupacional. Já o centro cirúrgico contabilizou 1.420 procedimentos.

Atendimento especializado
O diretor-geral do Cora, Rafael Mendonça, destacou a expansão dos serviços prestados pela unidade. “Em apenas um ano, o Cora se tornou uma referência para Goiás e para o Brasil. É um hospital que nasceu para transformar vidas e que reúne profissionais, pacientes e famílias em torno de um propósito comum. Nosso desafio agora é ampliar ainda mais o atendimento e fortalecer essa rede de cuidado”, afirmou.

Presidente da Fundação Pio XII, mantenedora do Hospital de Amor, Henrique Prata ressaltou a estrutura disponível para os pacientes. “O Cora oferece às crianças e às famílias uma estrutura de nível internacional, com equipamentos e recursos tecnológicos utilizados nos maiores centros de tratamento do mundo. É um hospital preparado para oferecer atendimento de alta qualidade não apenas aos goianos, mas também a pacientes de todo o país”, disse.

A avaliação dos usuários também demonstra aprovação dos serviços prestados. Pesquisa realizada pela unidade apontou índice de satisfação de 84,5%, enquanto 98,6% dos pacientes e familiares afirmaram que recomendariam o hospital a outras pessoas.

Sobre o Cora
Construído com investimento de R$ 255,8 milhões, o Cora dispõe de 60 leitos pediátricos, incluindo internação, observação, UTI pediátrica, centro cirúrgico, unidade de quimioterapia e setor de transplante de medula óssea. A estrutura conta ainda com ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassom, raio-X digital e centro de reabilitação equipado com tecnologia robótica.

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