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ECONOMIA

Comércio de peças vê impacto maior de tarifaço para montadoras nos EUA

Montagem de carros no Brasil deverá sofrer poucas alterações

Por Helma Bessa
Reprodução redes sociais

O presidente do Sincopeças Brasil, Ranieri Leitão, afirmou que o maior impacto será sentido pelas montadoras instaladas nos EUA que utilizam peças brasileiras. Já a montagem de veículos no Brasil não deve sofrer alterações significativas. As exportações brasileiras de autopeças para os EUA chegaram a US$ 2,2 bilhões em 2024, enquanto as importações dos EUA somaram US$ 1,3 bilhão nesse setor.

O Sindipeças ressaltou que o alcance exato da sobretaxa ainda depende da publicação da regulamentação americana e destacou a dificuldade de redirecionar produtos específicos para outros mercados. Segundo o presidente do Sindicato Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos (Sincopeças Brasil), Ranieri Leitão, o processo de montagem de carros no Brasil deverá sofrer poucas alterações.


“Em nosso entender, o impacto talvez seja maior para as montadoras de veículos instaladas no mercado norte-americano e que se valem de fornecedores brasileiros. Dentro do Brasil, não enxergamos qualquer alteração no processo de montagem dos veículos”, disse em entrevista à imprensa.

Segundo Leitão, o setor do comércio de autopeças nacional atua basicamente no mercado interno e não deverá sofrer impacto direto do tarifaço. “Mas nossa posição é que qualquer movimento de taxação excessiva é desastroso para os negócios em geral”, ressaltou.


O Sindipeças, que representa os fabricantes de autopeças, disse, em nota, que ainda é necessário aguardar a publicação da legislação estadunidense para confirmar qual será o alcance da sobretaxa no setor. As fabricantes nacionais produzem peças específicas para veículos dos Estados Unidos o que torna inviável redirecioná-las para outro mercado.


A balança comercial de autopeças do Brasil com os Estados Unidos é deficitária ao Brasil desde 2009. Em 2024, o Brasil exportou para os Estados Unidos US$ 2,2 bilhões e importou US$ 1,3 bilhão em peças.
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Informações da Agência Brasil

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