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JUSTIÇA

TSE rejeita ação para derrubar imagem de Bolsonaro feita por IA

Corte entendeu que conteúdo exibido durante convenção partidária de Flávio Bolsonaro não configura propaganda eleitoral irregular

Por Helma Bessa
Foto: Júlio Gomes/LeiaJá/Arquivo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta terça-feira (1º), uma ação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra a divulgação de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial (IA). A decisão foi tomada por maioria de votos.

O conteúdo foi utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o evento de lançamento de sua candidatura à Presidência da República, realizado em agosto. Na gravação, uma simulação reproduzia a imagem e a voz do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.

Ao analisar o caso, os ministros entenderam que a divulgação do vídeo durante a convenção partidária de Flávio não caracterizou propaganda eleitoral irregular. Com isso, a Corte decidiu pela rejeição da ação apresentada pelo PT.

TSE define conceito de deep fake

Durante o julgamento, o TSE também estabeleceu critérios para definir o que caracteriza um deep fake, conteúdo produzido ou manipulado por inteligência artificial com alto grau de realismo.

Segundo o entendimento firmado pela Corte, o termo se aplica a materiais capazes de alterar artificialmente a imagem e a voz de uma pessoa viva, falecida ou até mesmo de uma figura fictícia. A definição deverá ser considerada em processos semelhantes que tramitam na Justiça Eleitoral.

Regras para uso de inteligência artificial nas eleições

Em março deste ano, o TSE aprovou regras específicas para o uso de inteligência artificial durante as eleições gerais de outubro. As normas são aplicáveis a candidatos e partidos políticos.

Entre as medidas está a proibição de provedores de inteligência artificial oferecerem, mesmo quando solicitados pelos usuários, sugestões sobre em quem votar. A intenção é impedir que algoritmos interfiram na liberdade de escolha dos eleitores.

A Corte também estabeleceu medidas para combater a misoginia digital, proibindo publicações que utilizem montagens envolvendo candidatas, além de imagens e vídeos com nudez ou conteúdo pornográfico.

Outra determinação prevê a possibilidade de responsabilização de provedores de internet pela Justiça Eleitoral caso não removam perfis falsos ou conteúdos considerados ilegais.

Calendário eleitoral

O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. Na ocasião, os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

O segundo turno está previsto para 25 de outubro e poderá ocorrer nas disputas para presidente e governador. A nova votação será realizada quando nenhum candidato alcançar mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, desconsiderados os votos brancos e nulos.

Com informações da Agencia Brasil

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