O pai e a madrasta do menino Gustavo foram presos suspeitos de homicídio qualificado e tortura. As investigações apontam que a criança foi vítima de sucessivas agressões, e novas provas reforçam a suspeita de um cenário de violência extrema.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, as lesões encontradas no corpo do menino são compatíveis com agressões severas. Em um primeiro momento, os exames descartam a ocorrência de conjunção carnal, mas a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer todas as circunstâncias da morte.
A mãe da criança afirmou estar arrependida de não ter denunciado as ameaças feitas pelo ex-companheiro. Áudios obtidos pela RECORD mostram o pai, que é advogado, intimidando a ex-mulher. Apesar do histórico de ameaças, ela era obrigada por decisão judicial a permitir as visitas do filho ao pai.
Durante coletiva de imprensa, a polícia informou que os depoimentos do pai e da madrasta apresentam contradições. No boletim de ocorrência, os dois alegaram que Gustavo teria morrido após um afogamento, versão que, segundo os investigadores, não é compatível com as evidências reunidas até o momento.
A madrasta, Kathleen Moreira, também é investigada por possível omissão. Para a polícia, é improvável que ela não tivesse conhecimento das agressões sofridas pela criança dentro da residência.
Os exames periciais identificaram hemorragia interna, lesões na face e lacerações intestinais. As evidências também levaram a Polícia Civil a investigar a hipótese de abuso sexual. No entanto, os investigadores ressaltam que a confirmação ou o descarte dessa possibilidade dependerá da conclusão dos laudos periciais.
O caso segue sob investigação, e a polícia busca esclarecer a dinâmica dos fatos, além da participação de cada um dos suspeitos na morte do menino.





