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GOIÂNIA

Servidora da Prefeitura de Goiânia é presa por desvio de dinheiro

Após a investigação, ela teve o exercício do cargo suspenso

Por Helma Bessa
Foto: Divulgação / Polícia Civil de Goiás

Foi presa nesta terça-feira (5), uma servidora pública suspeita de desviar cerca de R$ 425 mil da Prefeitura de Goiânia. Conforme o delegado responsável pelo caso, Leonardo Pires, ela teria usado parte do dinheiro para serviço de “bruxaria”.

A mulher, de 48 anos, atuava como gerente de execução financeira da Diretoria do Tesouro Municipal, na Secretaria da Fazenda. Após a investigação, ela teve o exercício do cargo suspenso. Os nomes das envolvidas não foram divulgados.

“O dinheiro desviado das contas da Prefeitura foi usado em algumas ocasiões distintas. Primeiro, para o pagamento de faturas do cartão de crédito da própria servidora, pagamento para uma associação desportiva da cidade de Bela Vista, pagamento de boletos de uma farmácia que pertence à cunhada da servidora e para a contratação de serviços de bruxaria”, disse o investigador.

Em nota, a Prefeitura de Goiânia informou que a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) “identificou irregularidades no uso de verbas públicas, afastou a servidora envolvida e encaminhou à Controladoria-Geral do Município (CGM) todos os elementos e indícios apurados” 

De acordo com o delegado, a “bruxa” foi presa em Rio Largo, Alagoas. Embora a investigada tenha divulgado nas redes sociais que prestava serviços de “bruxaria”, a polícia irá apurar se esse trabalho não era de fachada. Uma terceira pessoa, que também recebia o dinheiro desviado, foi presa.

Em nota, o Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO), informou que a servidora é “suplente da Câmara de Fiscalização, Ética e Disciplina do CRCGO, cujo mandato se encerra no dia 31 de dezembro de 2025, onde atuou de forma institucional e não há registros de condutas que tenham afrontado as normas éticas ou compromissos regimentais”.

O órgão frisou ainda que está atento às investigações e que adotará as medidas administrativas e ético-disciplinares cabíveis, caso seja necessário.

Além das prisões, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Bela Vista de Goiás e em Rio Largo.

A servidora é a principal investigada da Operação Ritual do Desvio, por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), via Grupo de Repressão a Roubos (Garra), com apoio da Polícia Civil de Alagoas.

De acordo com a investigação, os pagamentos ilícitos a partir da conta da prefeitura foram realizados a partir da inserção de dados falsos no sistema contábil. Conforme divulgado pela polícia, apenas em 2025, a servidora fez 14 pagamentos fraudulentos, que contabilizaram um desvio de aproximadamente R$ 425 mil.

A Justiça determinou ainda outras medidas cautelares, além dos mandados de prisão e busca e apreensão, e bloqueou valores nas contas das investigadas.

Nota da Prefeitura de Goiânia

A atual gestão da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) esclarece que, assim que identificou irregularidades no uso de verbas públicas, afastou a servidora envolvida e encaminhou à Controladoria-Geral do Município (CGM) todos os elementos e indícios apurados.

Diante das irregularidades constatadas, a CGM e a Procuradoria-Geral do Município repassaram as informações à Polícia Civil, para que o órgão desse andamento à investigação, que resultou na operação deflagrada na manhã desta terça-feira (5/8).

A atual gestão da Prefeitura de Goiânia reforça seu compromisso com a transparência e o bem público, e segue à disposição para colaborar com as investigações.

fonte: g1

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