Especialistas alertam sobre a importância do exame pré-nupcial para avaliar a saúde do casal antes do casamento, com foco em doenças infecciosas e condições que possam afetar a saúde e a fertilidade de ambos
Quem já disse o “sim” no altar sabe a maratona que envolve o planejamento de um casamento. Escolha da data, local da cerimônia e recepção, cerimonial, decoração, buffet, docinhos, vestidos dos noivos, lista de convidados, mas e o Exame Pré-Nupcial? Será que costuma entrar neste rol de obrigações?
Antes de celebrar o “sim” perante amigos e familiares, há um passo fundamental que muitos casais negligenciam,conhecer a própria saúde e a do parceiro. De acordo com o ginecologista da Hapvida, Antônio Carlos Júnior, os exames pré-nupciais são muito mais que um protocolo médico. Trata-se de uma ferramenta essencial para evitar surpresas desagradáveis, garantir uma gestação segura e fortalecer a relação com transparência. “Começar a vida a dois com segurança é a base de uma união saudável”, diz o especialista.
Em um mundo onde 30% dos casais enfrentam dificuldades para engravidar e infecções como a sífilis avançam silenciosamente, os exames pré-nupciais emergem como um ato revolucionário de amor. O ginecologista alerta: ‘Ignorar esses exames é como erguer uma casa sem alicerce: o risco de desmoronar é real’. Enquanto muitos ainda associam a etapa à desconfiança, o especialista defende que conhecer a saúde do parceiro é a maior prova de cuidado e a chave para proteger futuras gestações, fertilidade e até a vida a dois. Afinal: ‘Se você ama, você cuida. E cuidar começa com um check-up que é o primeiro passo para um planejamento saudável do casamento”, completa o ginecologista.
Antônio Carlos recomenda que os exames sejam feitos pelo menos 3 meses antes da cerimônia, permitindo assim, tempo hábil para tratamentos ou ajustes. “É um gesto de responsabilidade que deve ser encarado com naturalidade. Afinal, cuidar do outro é a maior prova de amor e responsabilidade que o pode demonstrar um pelo outro”.
Exames pré-nupciais
Os exames pré-nupciais são uma bateria de testes realizados antes do casamento para avaliar a saúde física e reprodutiva do casal. O objetivo é identificar condições como infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), doenças crônicas, alterações genéticas ou problemas de fertilidade que possam impactar a vida a dois ou futuras gestações. “Amor é confiança, e confiança também passa pela saúde. Esses exames são a base para um compromisso verdadeiramente consciente”, enfatiza o especialista da Hapvida.
Por que não pular essa etapa? Segundo Dr. Antônio Carlos, os motivos são urgentes e vão além da saúde individual. Os exames são preventivos e avaliam fertilidade, doenças crônicas e garantem uma gestação segura. “Imagine descobrir, após anos tentando engravidar, que um simples exame poderia ter antecipado o diagnóstico? Ou que uma IST não tratada colocou o parceiro em risco? São cenários dolorosos e totalmente evitáveis”, alerta o médico.
Exames recomendados: o que não pode faltar?
Para ambos:
- Exames de sangue: detectam HIV, sífilis, hepatites B e C, rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus, além de avaliar glicemia, colesterol e função renal.
- Exames de urina e fezes: identificam infecções urinárias, parasitoses ou alterações gastrointestinais.
Para ela: - Papanicolau: Previne o câncer de colo do útero.
- Ultrassom pélvico/transvaginal: avalia útero e ovários.
Para ele: - Espermograma: Analisa a quantidade e qualidade dos espermatozoides.
- Dosagem de testosterona: verifica desequilíbrios hormonais.
- Avaliação prostática (homens acima de 40 anos): Rastreia riscos de câncer.
As Consequências de Ignorar os Exames
Casais que desconsideram os pré-nupciais podem enfrentar: - Complicações na gravidez: pré-eclâmpsia, partos prematuros ou abortos espontâneos.
- Transmissão de doenças: um parceiro com hepatite B não diagnosticada, por exemplo, pode infectar o outro.
- Frustrações emocionais: dificuldades para conceber geram estresse e abalam a relação.
- Custos financeiros: tratamentos de infertilidade ou doenças avançadas são mais caros que a prevenção.





