Trump diz que “praticamente tudo foi destruído” no Irã e pressiona aliados da OTAN

Ele voltou a defender uma mudança de regime em Teerã e fez duras críticas a aliados europeus, durante encontro na Casa Branca com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que “praticamente tudo foi destruído” ao comentar a operação militar americana contra o Irã. Ele voltou a defender uma mudança de regime em Teerã e fez duras críticas a aliados europeus, durante encontro na Casa Branca com o chanceler alemão, Friedrich Merz.

As declarações ocorreram no 4° dia de guerra no Oriente Médio, e que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Trump reiterou que o governo americano considerava o Irã uma ameaça iminente e comentou o ataque ao prédio da Assembleia dos Peritos, órgão formado por 88 clérigos responsáveis por escolher o sucessor do líder supremo. Não há confirmação de mortos.

Segundo o republicano, o pior cenário seria a substituição do comando iraniano por alguém “tão ruim quanto o anterior”.

“Eles acumularam mísseis ao longo dos últimos anos, e nós estamos destruindo muitos deles. O pior cenário seria fazermos isso e, depois, alguém assumir sendo tão ruim quanto a pessoa anterior. Isso pode acontecer, e não queremos que aconteça. Em cinco anos, você pode perceber que colocou alguém que não era nada melhor. Eu gostaria de ver alguém lá que devolva o poder ao povo.”

Trump também afirmou que não se pode permitir que “radicais malucos, que matam pessoas” assumam o controle do país e mencionou que Reza Pahlavi é uma opção, mas ressaltou que os Estados Unidos buscam alguém que seja popular.

Pressão sobre aliados da OTAN

O presidente americano aproveitou a coletiva para criticar a Espanha, acusando o país de não cumprir a meta de gastos militares, compromisso firmado na cúpula da OTAN, realizada em Haia no ano passado, que elevou o investimento em defesa para 5% do PIB, e de se recusar a ceder bases militares para a operação, como fizeram o Reino Unido e outros países.

“Eles querem continuar em 2%, mas não estão cumprindo a meta de 5%. Se isso continuar, vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos manter relações comerciais nessas condições”, afirmou.

Fonte/SBT news

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