Situação de brasileira acidentada em vulcão na Indonésia segue incerta

No horário local, Juliana está desaparecida há mais 50 horas, diz a família.

A situação da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que sofreu um acidente durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, segue indefinida e preocupante. Segundo a família, os trabalhos de resgate estão sendo prejudicados pela falta de informações claras e pela lentidão das autoridades locais.

Juliana desapareceu após cair de um penhasco enquanto fazia a trilha que contorna a cratera do Monte Rinjani, um vulcão ativo localizado na ilha de Lombok. Conforme o Ministério das Relações Exteriores, o acidente aconteceu no domingo (22).

A família da brasileira criou um perfil no Instagram para divulgar atualizações sobre o caso e cobrar agilidade no resgate. Eles relatam que, no fim da tarde de ontem, as operações de busca foram suspensas por conta das condições climáticas. Além disso, as equipes de resgate não atuam durante a noite, o que tem prolongado a espera por socorro.

Na manhã de segunda-feira, a irmã de Juliana, Mariana Marins, criticou a falta de comunicação das autoridades indonésias. Segundo ela, as informações recebidas até então eram desencontradas. No início da madrugada desta terça-feira (24), a família informou pelas redes sociais que Juliana foi localizada e que uma equipe de resgate estava a caminho.

Apesar disso, a preocupação permanece. Segundo relatos da família, Juliana está há mais de três dias sem água, comida ou agasalho. Enquanto isso, o parque onde ocorreu o acidente continua aberto ao público e com turistas circulando normalmente.

“Juliana vai passar mais uma noite sem resgate por negligência!”, publicou a família em tom de indignação.

O Itamaraty informou que acompanha o caso e que está em contato com as autoridades locais para prestar assistência à brasileira.

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