A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) divulgou nesta sexta-feira (11/9 uma “Nota de Esclarecimento” nas redes sociais para contestar a forma como foi interpretada a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada às regras de visitação e acompanhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro na residência do casal.
Segundo a manifestação, a solicitação apresentada pela defesa de Jair Bolsonaro não tinha como objetivo pedir autorização para visitas, mas permitir que familiares permanecessem em casa com o ex-presidente quando Michelle precisasse se ausentar.
A assessoria cita como exemplo uma situação ocorrida em 1º de agosto, quando Michelle teria passado mal, apresentado fortes dores e precisado ser internada. Na ocasião, segundo o texto, foi necessário aguardar uma autorização judicial para que a irmã dela pudesse permanecer em casa cuidando do ex-presidente durante a internação.
De acordo com a nota, o pedido também estaria relacionado às necessidades de Michelle durante a realização de atos de campanha eleitoral no Distrito Federal e, eventualmente, em outros estados. A intenção seria garantir que familiares pudessem acompanhar Jair Bolsonaro em períodos em que ela estivesse ausente.
Decisão é considerada restritiva
Michelle afirma que, em 10 de setembro de 2026, o relator da execução penal 169/DF, ministro Alexandre de Moraes, proferiu decisão autorizando apenas a visita dos familiares mencionados na petição, em dois dias da semana: quarta-feira e sábado.
Ainda segundo o posicionamento, as visitas foram limitadas a duas horas e a horários específicos. Para a assessoria de Michelle, a decisão é considerada mais restritiva do que o que havia sido solicitado pela defesa.
O comunicado também afirma que a medida mantém restrições para a realização de atos de campanha de Michelle Bolsonaro ao Senado Federal.
A assessoria contesta, ainda, informações que estariam circulando nas redes sociais e afirma que narrativas segundo as quais teria sido concedida uma autorização mais ampla não correspondem aos fatos apresentados pela defesa.





