A Polícia Federal (PF) investiga deputados federais por suposto uso de seus nomes em emendas parlamentares que teriam sido direcionadas pelo presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto. A apuração, que levou ao bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), busca esclarecer se os parlamentares tinham conhecimento, participaram ou foram omissos no esquema.
A investigação também considera a possibilidade de que alguns deputados não soubessem que apareciam formalmente como solicitantes dos recursos. A PF afirma que a “participação, ciência, adesão ou inconsciência” dos parlamentares citados nos documentos será apurada, sendo “inconsciência” o termo usado para indicar eventual desconhecimento sobre o uso dos nomes.
Embora já existam elementos mais consistentes sobre o possível envolvimento de determinados parlamentares, a responsabilidade de cada um será definida com o avanço das investigações. Os deputados não são identificados na parte pública da decisão.
Segundo a PF, a “participação, ciência, adesão ou inconsciência” dos deputados citados nos documentos será apurada. No contexto da investigação, o termo “inconsciência” é usado para indicar eventual desconhecimento sobre o uso dos nomes.
A corporação afirma que já existem elementos mais consistentes sobre o possível envolvimento de determinados parlamentares, mas diz que a responsabilidade de cada um só poderá ser definida com o avanço das investigações.
A investigação é um desdobramento da Operação Transparência, deflagrada para apurar possíveis irregularidades na distribuição de emendas de comissão da Câmara dos Deputados.
A partir da análise de mensagens e planilhas encontradas no celular da servidora da Câmara Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, a PF identificou o que chama de “arranjo decisório paralelo” para a destinação das verbas.
De acordo com os investigadores, Valdemar, mesmo sem exercer mandato, teria poder para definir valores, áreas e municípios beneficiados por emendas. Nesse esquema, servidores da Câmara seriam responsáveis por organizar as indicações.
Para dar aparência de legalidade ao procedimento, deputados federais teriam sido registrados como solicitantes das verbas, embora as indicações partissem, segundo a PF, do presidente do PL.
A CNN questionou Valdemar sobre a conclusão da Polícia Federal. Em nota, a defesa de Valdemar diz ser “natural” sua articulação e nega categoricamente a prática de qualquer crime, alegando que a decisão parte de premissas frágeis.
CNN Brasil





