O pulo do gato

Gustavo Mendanha (Foto: reprodução rede sociais)

Gustavo Mendanha, ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, afirmou que deixará o PSD caso a legenda confirme a entrada de Alcides Rodrigues.

Essa é uma “pedra cantada” que movimenta os bastidores da política goiana neste início de janeiro de 2026. O descontentamento de Gustavo Mendanha no PSD não é de hoje, mas a situação escalou conforme o calendário eleitoral aperta.


O ponto central da crise é o afunilamento das vagas na chapa majoritária da base aliada para o Senado e o Governo de Goiás.

O “Gargalo” do Senado
Mendanha se filiou ao PSD (após uma breve volta ao MDB) com a promessa de ser um dos nomes da base governista para o Senado em 2026. No entanto, o cenário ficou “congestionado”:

  • Gracinha Caiado (União Brasil): A primeira-dama é considerada uma vaga, certa e favorita na chapa.
  • Vanderlan Cardoso (PSD): O senador e colega de partido de Mendanha também busca a reeleição ou tem planos próprios, o que gera uma disputa interna direta pela “benção” do grupo de Caiado.
  • A vaga de Vice: Com Daniel Vilela (MDB) assumindo o governo (quando Caiado se desincompatibilizar para disputar a Presidência), a vaga de vice também é cobiçada, mas Mendanha foca no Legislativo Federal.
  • A sombra de Daniel Vilela
  • Embora Mendanha e Daniel tenham feito as pazes publicamente após o racha de 2022, a convivência dentro de uma estrutura onde o MDB de Daniel dá as cartas gera atritos. Mendanha sente que pode ser preterido em favor de nomes mais “confortáveis” para o futuro governador.

Possíveis Destinos
Se a saída se concretizar, o mercado político especula dois caminhos principais:

Mendanha saiu da prefeitura de Aparecida com 90% de aprovação, mas hoje luta para não virar um “eterno reserva” das grandes chapas. A ameaça de sair é, em parte, uma estratégia de pressão para forçar Ronaldo Caiado e Daniel Vilela a garantirem o seu espaço publicamente.

  • PL (Partido Liberal): Para buscar o voto bolsonarista raiz, onde ele ainda goza de boa entrada, e garantir uma legenda que lhe dê autonomia de campanha.
  • Partidos de Centro (como o Republicanos): Onde ele teria menos resistência interna para encabeçar uma candidatura ao Senado.

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