Novo presidente do PDT em Goiás defende reconstrução partidária e fortalecimento do trabalhismo

"Recebo essa missão com responsabilidade e consciência do momento político que o Brasil vive. Como dizia Leonel Brizola, política é disputa de projeto de nação”, afirmou
Foto: Via Instagram

O novo presidente estadual do Partido Democrático Trabalhista em Goiás, Kowalsky do Carmo Costa Ribeiro, afirmou que assume a missão de reorganizar a legenda com foco na reconstrução das bases partidárias, fortalecimento da militância e defesa das bandeiras históricas do trabalhismo brasileiro.

Técnico agrícola, formado em Zootecnia e advogado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, o novo dirigente possui pós-graduação em Direito Legislativo e especializações em Processo Legislativo, Licitações e Contratos Administrativos, Compliance, Nova Lei de Improbidade Administrativa e Direito Penal Econômico. Atualmente, cursa mestrado em Desenvolvimento Regional e Direito à Cidade.

Segundo ele, sua trajetória sempre esteve ligada ao fortalecimento das instituições públicas e à defesa do Estado Democrático de Direito. Ao longo da carreira, atuou como assessor jurídico do Estado de Goiás, Procurador Jurídico da Superintendência Municipal de Trânsito de Aparecida de Goiânia, Procurador-Geral da Câmara de Luziânia e Procurador-Geral da Câmara Municipal de Goiânia.

Ele relembrou que um dos períodos mais desafiadores de sua atuação ocorreu durante e após a pandemia, quando participou da modernização de procedimentos administrativos e da construção de maior segurança jurídica institucional.

“Recebo essa missão com responsabilidade e consciência do momento político que o Brasil vive. Como dizia Leonel Brizola, política é disputa de projeto de nação”, afirmou.

O dirigente também ressaltou a relação de confiança construída com Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, destacando admiração pela condução política do partido e pela preservação das raízes históricas do trabalhismo.

Entre as prioridades anunciadas para o partido em Goiás estão a reorganização dos diretórios municipais, formação de novas lideranças e construção de nominatas competitivas para deputado estadual e federal nas eleições de 2026.

Segundo ele, o partido pretende investir principalmente na formação política de jovens e mulheres, buscando ampliar a participação interna e aproximar a legenda da sociedade.
Ao comentar o cenário político goiano, o novo presidente avaliou que Goiás vive um momento de estabilidade institucional, mas afirmou que ainda existe espaço para renovação de ideias, sobretudo nas áreas de desenvolvimento regional, geração de empregos e inclusão social.

“O PDT perdeu espaço quando perdeu identidade. Vamos recuperar relevância com coerência, presença e propósito”, declarou.

Ele afirmou ainda que o partido defenderá bandeiras históricas como educação em tempo integral, valorização do trabalhador, fortalecimento do serviço público eficiente e redução das desigualdades sociais.

Ao falar sobre alianças políticas, o dirigente destacou que o PDT terá autonomia e identidade própria, mas manterá diálogo com outros grupos políticos dentro de uma construção democrática.

O novo presidente também confirmou que o partido trabalhará em Goiás para fortalecer um palanque de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026, dentro de uma aliança democrática e popular.

Para finalizar, ele afirmou que pretende deixar como legado um partido mais organizado, conectado às bases populares e preparado para formar uma nova geração de lideranças trabalhistas em Goiás.

“Não estamos construindo apenas um projeto eleitoral; estamos reconstruindo um projeto de esperança, desenvolvimento e participação popular”, concluiu.

Em entrevista exclusiva ao Portal Midia1.news ele destacou sua trajetória no Direito Público, a relação política construída com Carlos Lupi e defendeu a construção de um projeto político voltado ao desenvolvimento regional, à educação e à geração de empregos.

O que representa assumir a presidência estadual do PDT em Goiás?
Kowalsky: Assumir a presidência estadual do Partido Democrático Trabalhista em Goiás tem um significado muito profundo. O PDT não é apenas uma sigla eleitoral. É um partido com história, doutrina e compromisso social.
Recebo essa missão também pela confiança pessoal e política de Carlos Lupi, com quem construí uma relação de respeito, lealdade e alinhamento político ao longo dos anos. Lupi é um homem que conhece profundamente a história do trabalhismo e manteve viva a chama brizolista mesmo nos momentos mais difíceis.
Nossa relação é baseada em confiança recíproca, diálogo franco e compromisso partidário. Em um ambiente político muitas vezes marcado pelo oportunismo, considero que lealdade ainda é um valor indispensável.
Recebo essa missão com responsabilidade e consciência do momento político que o Brasil vive. Como dizia Leonel Brizola, ‘política é disputa de projeto de nação’. E nós queremos recolocar Goiás dentro de um projeto nacional de desenvolvimento, justiça social e valorização do trabalhador.


Quais serão as primeiras ações para reorganizar e fortalecer o partido no estado?Kowalsky: Nossa prioridade imediata é reorganizar a estrutura partidária em todas as regiões de Goiás, fortalecer os diretórios municipais, formar lideranças e construir nominatas competitivas para deputado estadual e federal.
O partido precisa voltar a ter presença cotidiana na vida das pessoas. Também queremos investir muito em formação política, especialmente para juventude e mulheres.
Como dizia Darcy Ribeiro, a crise da educação no Brasil não era uma crise, mas um projeto. O PDT tem obrigação histórica de enfrentar isso.


Como o você avalia o atual cenário político de Goiás?

Kowalsky: Goiás vive um momento de forte concentração política e administrativa. Há estabilidade institucional, mas existe também um enorme espaço para renovação de ideias, principalmente nas pautas ligadas ao desenvolvimento regional, emprego, interiorização econômica e inclusão social. A população quer resultados concretos, mas também quer representação verdadeira. O PDT pode ocupar esse espaço com equilíbrio, responsabilidade e coragem.


O PDT perdeu espaço nos últimos anos. Como recuperar a relevância da legenda?
Kowalsky: Partido político perde relevância quando perde identidade. O PDT nasceu para defender educação pública, trabalhismo, soberania nacional e desenvolvimento com justiça social. Vamos recuperar isso com coerência. Não queremos um partido de ocasião. Queremos um partido que volte a dialogar com professores, trabalhadores, juventude, empreendedores, produtores rurais e servidores públicos.
Relevância não se recupera apenas com marketing; se recupera com presença, militância e propósito.

Quais bandeiras históricas do PDT o senhor pretende reforçar em Goiás?
Kowalsky: Educação em tempo integral, valorização do trabalhador, desenvolvimento regional, defesa do serviço público eficiente e combate às desigualdades sociais. Brizola construiu escolas; Darcy pensou um projeto civilizatório para o Brasil. O PDT precisa voltar a ser o partido que pensa o futuro.
Goiás tem potencial gigantesco no agronegócio, na indústria, no turismo e na tecnologia, mas isso precisa gerar oportunidade real para quem está na ponta.

Educação, geração de empregos e desenvolvimento regional serão prioridades?
Kowalsky: Sem dúvida. Educação não pode ser apenas discurso de campanha. Queremos defender ensino técnico forte, parceria entre universidades e setor produtivo, incentivo à inovação e qualificação profissional. Emprego nasce do desenvolvimento regional inteligente. Goiás não pode crescer apenas em alguns polos enquanto outras regiões ficam esquecidas. Precisamos interiorizar oportunidades e estimular cadeias produtivas locais.

O partido buscará independência política ou alinhamento com grupos já consolidados?
Kowalsky: O PDT terá identidade própria e autonomia política. Isso não significa isolamento. Política exige diálogo, maturidade e construção coletiva. Mas qualquer aliança precisa respeitar os princípios históricos do partido e o projeto que queremos construir para Goiás e para o Brasil. Não seremos linha auxiliar de ninguém.


Como o partido pretende atrair novos filiados, especialmente jovens e mulheres?
Kowalsky: Abrindo espaço real de participação. Juventude e mulheres não querem apenas convite para fotografia de campanha. Querem voz, protagonismo e oportunidade de decisão.
O PDT precisa voltar a ser um ambiente de formação de lideranças e debate de ideias. Vamos investir muito nisso, inclusive utilizando as redes sociais e os novos meios de comunicação para aproximar o partido da sociedade.


Qual mensagem o senhor deixa para os filiados e para os goianos?
Kowalsky: Quero dizer aos filiados e aos goianos que estamos iniciando um novo ciclo. O PDT volta a olhar para Goiás com ambição política, mas principalmente com responsabilidade social. Não estamos construindo apenas um projeto eleitoral; estamos reconstruindo um projeto de esperança, desenvolvimento e participação popular.
Como ensinava Brizola, ‘a política só faz sentido quando melhora a vida do povo
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Qual legado o senhor espera deixar à frente do partido?
Kowalsky: Espero deixar um PDT forte, organizado, respeitado e novamente conectado com as bases populares. Um partido que forme lideranças, dispute ideias e tenha coragem de defender aquilo em que acredita. Se conseguirmos reconstruir essa identidade e preparar uma nova geração de trabalhistas em Goiás, já teremos cumprido uma missão histórica.

“O PDT terá identidade própria e autonomia política. Não seremos linha auxiliar de ninguém”, afirmou.

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