Moraes autoriza Wilder Morais a visitar Bolsonaro na Papudinha

A visita está prevista para o dia 14 de fevereiro
Foto: Reprodução redes sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o senador Wilder Morais (PL) a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no complexo da Papudinha, em Brasília. A visita está prevista para o dia 14 de fevereiro. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira (29/1).

O encontro deve servir para alinhar posições e definir os rumos do PL em Goiás. Pré-candidato ao governo, Wilder resiste à adesão automática do partido à chapa apoiada por Ronaldo Caiado, que articula Daniel Vilela (MDB) como cabeça de chapa na sucessão estadual. O governo Caiado afirma que a aliança com o PL está bem encaminhada e pode avançar nos próximos dias, incluindo a indicação de Gustavo Gayer para a segunda vaga ao Senado, com aval de Jair Bolsonaro.


Já os pedidos de visita de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e do senador Magno Malta (PL-ES) foram negados pelo ministro. Segundo Moraes, a negativa a Valdemar ocorre porque ele é investigado pelos mesmos fatos que levaram à condenação de Bolsonaro.

“A autorização de contato direto entre investigado e condenado, e procedimentos correlatos, apresenta risco manifesto à investigação”, escreveu o ministro.

No caso de Magno Malta, Moraes afirmou que não poderia autorizar a visita porque o senador tentou entrar na unidade prisional sem autorização prévia, conforme relato da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

“Tal conduta gera risco desnecessário à disciplina do batalhão e à segurança do próprio sistema de custódia, obstaculizando o deferimento do pedido”, destacou.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo cometimento de cinco crimes: organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

Outra autorização dada por Moraes foi para o acesso do padre Paulo Silva, que poderá prestar assistência religiosa ao ex-presidente nos horários normais de visitação da Papudinha, sem restrições. Antes, um bispo e um pastor já tinham sido autorizados.

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