O Colégio ABBA, localizado em Goiânia, tem chamado a atenção pela proposta educacional voltada à inclusão e ao acolhimento de crianças atípicas. A instituição se destaca por investir em estrutura adequada e profissionais preparados para atender alunos com diferentes necessidades.
Em entrevista à BandNews FM, a diretora Ludmylla Carvalho destacou a importância de uma escola estar preparada para receber todos os alunos com respeito e qualidade. “A inclusão precisa ser real dentro da sala de aula. Não basta aceitar a matrícula, é preciso acolher e desenvolver cada criança dentro de suas particularidades”, afirmou.
Ludimila também falou sobre a experiência no coletivo ABBA, em Goiânia, onde atua. No local, o acolhimento às famílias é um dos pilares do trabalho. A instituição mantém as portas abertas para diálogo constante com pais e responsáveis, além de contar com suporte psicológico e uma equipe multidisciplinar.
Outro ponto ressaltado foi a criação de grupos de apoio para famílias de crianças atípicas. A iniciativa busca oferecer escuta, orientação e troca de experiências, fortalecendo o vínculo entre escola e família. “Quando a família caminha junto com a escola, o desenvolvimento da criança acontece de forma mais organizada e efetiva”, afirmou.
A educadora ainda destacou que a inclusão não deve se limitar ao aluno atípico, mas envolver toda a comunidade escolar. A conscientização dos demais estudantes sobre temas como o autismo é fundamental para construir um ambiente mais empático e respeitoso.
A fala reforça um debate cada vez mais presente na educação brasileira: a necessidade de preparo das instituições para garantir não apenas o acesso, mas a permanência e o desenvolvimento de todos os alunos.
Relatos de famílias reforçam o diferencial da instituição, Cristiane, compartilhou sua experiência ao escolher o Colégio ABBA, em Goiânia, para matricular a filha atípica. O relato evidencia a importância de um ambiente escolar preparado para promover inclusão de forma individualizada e acolhedora.
“Foi a melhor escolha que fiz. Aqui minha filha é respeitada e estimulada todos os dias”
“Em relação ao colégio ABBA, o que me fez decidir colocar a minha filha lá foi um processo bem complicado que eu já vinha enfrentando na busca por escolas para a Virgínia. Eu falo que foi Deus mesmo que me mostrou que seria ali um lugar que faria bem para minha filha, como tem feito”, afirmou.
Segundo Cristiane , o diferencial da instituição está na forma como cada aluno é tratado.
“Eu acho muito importante quando a gente fala de inclusão saber de que forma esse aluno está sendo incluído nesse meio. E lá eles têm um diferencial, que é olhar para aquele aluno sem padronizá-lo, respeitando quem ele realmente é”, destacou.
A mãe também ressaltou o cuidado da equipe em compreender o comportamento da criança antes de iniciar o processo de ensino.
“No caso da Virgínia, eu vejo muito isso. Antes de ensinar, eles buscam entender o comportamento dela para poder ajudá-la. E isso faz toda a diferença para uma criança atípica”, disse.
comunicação entre escola e família
O acolhimento e a comunicação constante entre escola e família foram outros pontos enfatizados.
“O que eu posso dizer do ABBA é o quanto a gente está se sentindo acolhida e o quanto eles estão sempre buscando aprender para acolher essas crianças, porque cada criança é de um jeito, e não é fácil. Não existe uma escola 100% preparada”, pontuou.
Apesar dos desafios, ela reconhece o esforço da instituição.
“Eu acho que nenhuma escola vai estar completamente preparada, porque são vários tipos de crianças e características. Mas eu vejo no ABBA essa vontade, esse olhar verdadeiro de querer ajudar”, completou.
Estrutura diferenciada
A estrutura também foi citada como um diferencial, como a presença de profissionais especializados e espaços adequados.
“A psicóloga Rosane, que está lá, é maravilhosa. Está sempre pronta para escutar e me ajudar. A escola também tem uma sala de autorregulação, que eu acho muito importante e que todas as escolas deveriam ter hoje em dia”, afirmou.
Por fim, a mãe destacou o impacto emocional positivo ao ver a filha adaptada.
“Às vezes eu até choro quando vou falar, porque é algo que faz muito bem ao meu coração saber que minha filha está segura, que está sendo acolhida. Para uma mãe, o fato da criança querer estar na escola já é uma vitória, porque nem todas querem, e ali ela quer estar”, concluiu.
O modelo adotado pelo Colégio ABBA reflete uma demanda crescente por ensino inclusivo, em que o foco vai além do conteúdo pedagógico, priorizando também o desenvolvimento emocional e social dos alunos.





