Esses são alguns destalhes da rotina do ex-presidente, tornados públicos nesta sexta-feira (2/2), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo de perícia criminal realizada por médicos da Polícia Federal (PF), para avaliar o estado de saúde de Bolsonaro e a eventual necessidade de o ex-presidente ser transferido para um hospital penitenciário.
Condenado a 27 anos de prisão e cumprindo pena na Papudinha, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro acorda às 5h da manhã, mas só se levanta às 8h, não come verduras e legumes no almoço e assiste a programas esportivos na televisão à tarde.
A realização da perícia havia sido determinada por Moraes, quando o ministro autorizou a transferência de Bolsonaro de uma sala na superintendência da PF para a Papudinha, em 15 de janeiro.
Os peritos da PF constataram que Bolsonaro sofre de diversas comorbidades — como hipertensão, apneia grave, obesidade, aterosclerose, refluxo, lesões na pele e aderências intra-abdominais —, mas concluíram que esses problemas “não ensejam, no momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar”.
Os médicos avaliaram ainda que o ex-presidente não apresenta sinais de pneumonia, anemia, sarcopenia (perda muscular) e depressão, conforme indicavam seus médicos particulares.
E recomendaram alguns cuidados de saúde, como a instalação de grades de apoio em corredores e boxes de banho do alojamento, além de botões de pânico, diante do risco de Bolsonaro sofrer novas quedas. Além de acompanhamento nutricional, prática de atividade física e de fisioterapia contínua.

Segundo o documento, Bolsonaro relatou aos médicos da PF que não tinha problemas de saúde relevantes, até ser atacado a faca durante a campanha presidencial de 208. Desde então, ele foi submetido a cirurgias diversas e afirma que passou “a perceber progressiva sensação de debilidade física”.
O ex-presidente disse que seu principal problema atualmente são as crises de soluço constantes. Um remédio tem ajudado, diz ele, mas tem efeitos colaterais, como uma sensação de fadiga constante.
Com informações BBC News





