Delegado relata histórico de ameaças e supostas agressões contra criança durante visitas ao pai

. Ela também teria relatado que era pressionada financeiramente em troca de relações sexuais durante a gestação
Reprodução de redes

O delegado Eduardo Menezes, responsável pela investigação do caso, relatou durante entrevista um histórico de conflitos entre os pais da criança, incluindo denúncias de ameaças, dificuldades financeiras e supostas agressões ocorridas durante os períodos de convivência com o pai.

Segundo o delegado, a mãe afirmou que, durante a gravidez, teria sido abandonada financeiramente pelo pai da criança e passado por dificuldades econômicas. Ela também teria relatado que era pressionada financeiramente em troca de relações sexuais durante a gestação.

“Ela chegou a dizer que, durante a gravidez, ele a abandonou financeiramente e economicamente, e que ela realmente passou necessidade, porque era muito difícil parar de trabalhar”, afirmou Eduardo Menezes.

Ainda conforme o delegado, a mãe relatou que o pai só teria demonstrado interesse em manter contato com o filho a partir do oitavo mês de vida. Nos primeiros encontros, segundo o relato apresentado à polícia, a criança já retornaria com pequenas lesões.

Em 2023, a mulher registrou um boletim de ocorrência e solicitou medida protetiva após relatar ameaças de morte. De acordo com Menezes, áudios que teriam sido divulgados na época registram ameaças contra a mulher, inclusive com a afirmação de que ela receberia um tiro no rosto.

Em 2024, foi ajuizada uma ação na Vara da Família para regulamentar o pagamento da pensão alimentícia. Durante o processo, também foram regulamentadas as visitas do pai à criança.

Segundo o delegado, a mãe afirmou que a situação teria se agravado após a regulamentação da convivência. Ela teria registrado nos autos episódios em que o menino retornava das visitas com marcas no corpo.

“Ela fez questão, inclusive, de estar nos autos e registrar a forma com que o menino voltava dessas visitas. Três, quatro vezes, imagens anexadas em que o menino voltava arranhado”, relatou o delegado.

Outro ponto mencionado durante a entrevista foi um vídeo no qual a criança aparece, segundo o delegado, aparentemente dopada.

Diante dos relatos, Menezes afirmou que questionou a mãe sobre o motivo de ela não ter comunicado imediatamente às autoridades ou à Justiça os possíveis episódios de agressão durante as visitas.

Segundo o delegado, a mulher justificou que tinha medo de sofrer represálias em razão do histórico de ameaças.

“Ela disse que, por conta da convivência, digamos, todos esses anos, das ameaças de morte em 2023, ela tinha muito medo de morrer. Ela tinha muito medo de que, denunciando isso, ele mataria ela”, afirmou Eduardo Menezes.

As declarações fazem parte dos elementos apresentados durante a investigação. As acusações e relatos mencionados ainda devem ser apurados pelas autoridades competentes, com a responsabilização dos envolvidos dependendo da conclusão das investigações e das decisões judiciais.

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