A defesa de Jair Bolsonaro afirmou, ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta quarta-feira (15), que o ex-presidente “jamais soube” que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgaria a carta escrita pelo ex-chefe do Executivo.
Segundo a manifestação dos advogados de Jair Bolsonaro, não houve, por parte dele, “qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia” sobre o uso das redes sociais para o compartilhamento da carta.
“A circunstância de a carta ter sido posteriormente divulgada em redes sociais decorreu de decisão adotada sem que houvesse prévia ciência do Peticionário [Jair Bolsonaro]”, disse a defesa ao ministro Alexandre de Moraes.
Moraes havia determinado que a defesa de Bolsonaro explicasse, em até 48 horas, a divulgação da carta na última segunda-feira (13). Na mesma decisão, o ministro suspendeu as visitas de Flávio ao pai por 90 dias também em função da leitura do texto na internet.
Durante uma live realizada na noite de segunda, Flávio negou que o ex-presidente tenha pedido ou autorizado a divulgação da carta lida. Segundo o senador, a proibição das visitas se trata de uma tentativa de “interferir nas eleições”.
Para Moraes, a fala de Flávio ao anunciar o conteúdo do vídeo, de que se tratava de “um recado muito importante” que o pai queria dar “a toda a nossa nação”, sugere que Bolsonaro sabia, de antemão, que o texto seria divulgado nas redes sociais.
Segundo o ministro, essa informação prévia, caso confirmada, representaria descumprimento da cautelar por parte do próprio ex-presidente, e não apenas do filho.
CNN Brasil





