Confusão em Vila Nova x Operário vai ao STJD e pode gerar punições ao clube

Foto: Roberto Corrêa / Vila Nova F.C.

A confusão registrada no confronto entre Vila Nova e Operário, no último sábado (18), pela Série B do Campeonato Brasileiro, ganhou desdobramentos no âmbito jurídico. A procuradora do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Rita de Cássia Ancelmo Bueno, formalizou denúncia envolvendo os acontecimentos da partida, solicitando punições em função dos episódios ocorridos no estádio.

O tumulto começou com desentendimentos entre jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes do Operário com torcedores do Vila Nova posicionados atrás do banco de reservas. A situação se agravou quando o zagueiro Jhan Torres arremessou uma garrafa de água, atingindo o ex-presidente colorado, Geso de Oliveira. Na sequência, houve reação da torcida, que lançou objetos e acertou o presidente do clube paranaense, Álvaro Góes. A escalada da confusão incluiu ainda arremesso de lixeira ao gramado e troca de objetos entre jogadores e arquibancada, sendo controlada apenas com a intervenção da Polícia Militar.

O Vila Nova foi denunciado com base em diferentes artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O Artigo 213 trata da responsabilidade do clube por não impedir desordens ou invasões, com possibilidade de multas e perda de mando de campo. Já o Artigo 191 aborda o descumprimento de regulamentos, podendo gerar sanções administrativas e financeiras. Por fim, o Artigo 243-G refere-se a atos discriminatórios ou ofensivos, com punições que podem incluir multas elevadas e outras penalidades esportivas.

O caso agora será analisado pelo STJD, que decidirá sobre eventuais punições ao Vila Nova e demais envolvidos. Internamente, o episódio gera preocupação, já que as sanções podem impactar diretamente o clube na sequência da Série B. O julgamento acontece amanhã (24).

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