A vitória do Vila Nova por 2 a 1 sobre o Operário-PR, na noite deste sábado (18) no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), pela Série B do Campeonato Brasileiro, terminou em meio a uma grande confusão dentro e fora de campo
O episódio teve início após o apito final, quando jogadores da equipe paranaense se envolveram em um tumulto com torcedores do Vila Nova. O atacante Berto, do Operário-PR, denunciou ter sido alvo de racismo vindo das arquibancadas. Segundo o jogador, um torcedor o teria chamado de “macaquinho”, o que gerou revolta e teria motivado o início da confusão.
Em entrevista ao repórter Igor Santiago, da BandNews, na Delegacia, nesta madrugada. o jogador fala sobre o ocorrido.
“Eu escutei um torcedor do Vila Nova dizer ‘macaquinho’. Não tinha visto o gesto naquele momento, mas depois, já no vestiário, vi o gesto e ficou claro que foi um ato racial. É triste, né? São coisas que infelizmente ainda vemos no futebol, e não só no futebol, mas em várias partes do mundo. Eu vou levar coisas boas do Brasil, desde que cheguei aqui o pessoal de Ponta Grossa sempre me apoiou. O Brasil não é um país de racismo, porque já sofreu muito.”

“O Brasil não é um país de racismo, porque já sofreu muito.”
Durante o tumulto, o zagueiro Jhan Torres, também do Operário-PR, arremessou uma garrafa de água em direção à arquibancada, que acabou atingindo o ex-presidente do Vila Nova, Geso de Oliveira. Em meio à confusão generalizada, torcedores também teriam atingido o presidente do Operário-PR, Álvaro Góes, que caiu no gramado.
Rodrigo Menezes, do departamento jurídico do Vila Nova, fala sobre o ocorrido e afirma que todas as providências serão tomadas:
“Como já falei na saída de campo, estamos aqui representando o Vila Nova. O nome do clube está em jogo, e precisamos demonstrar que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para que o que é justo seja devidamente apurado.
Ainda não sabemos exatamente o que aconteceu, pois nenhuma imagem chegou até nós até o momento. No entanto, entendemos o lado do jogador, e, se o fato ocorreu ou não, isso será devidamente investigado.
Por parte do Vila Nova, seguimos acompanhando o caso de perto para tomar as providências cabíveis.”
A situação só foi controlada após a intervenção da Polícia Militar, que precisou agir para conter os ânimos no estádio.
Em nota, o vice-presidente do Vila Nova pediu desculpas pelo ocorrido e afirmou que o clube irá trabalhar para identificar o responsável pelas ofensas racistas. O caso deve ser apurado pelas autoridades competentes





