A possibilidade de retorno das duas torcidas nos clássicos do futebol goiano voltou ao centro do debate nesta semana após declarações públicas do presidente do Atlético-GO, Adson Batista, e a resposta do vice-presidente do Vila Nova, Romário Policarpo.
Questionado sobre liberar as torcidas de Vila Nova e Goiás no estádio Antônio Accioly em partidas de clássicos, Adson Batista foi direto ao condicionar a medida à responsabilidade financeira em caso de danos. “Se a torcida do Vila ou do Goiás destruírem meu estádio, e eles arcarem com as despesas, pode marcar o jogo amanhã”, afirmou o dirigente, deixando claro que não é contra a presença dos rivais, desde que haja garantia de ressarcimento.
A fala repercutiu rapidamente no meio esportivo goiano e teve resposta imediata do lado colorado. Ao vivo na Band News, o vice-presidente do Vila Nova, Romário Policarpo, rebateu a declaração e se colocou pessoalmente como garantidor da boa conduta da torcida vilanovense. “Não precisa do Vila pagar não, eu pago pelo clube, e garanto que a minha torcida não vai fazer nada”, disse.
A troca de declarações reacende a discussão sobre a volta das duas torcidas nos clássicos goianos, tema que há anos divide clubes, autoridades de segurança e torcedores. Atualmente, os confrontos entre Vila Nova, Goiás e Atlético-GO seguem com torcida única em muitos casos, como medida de prevenção à violência.
Com os posicionamentos públicos dos dirigentes, cresce a expectativa de que o assunto volte a ser debatido oficialmente entre clubes, Federação Goiana de Futebol e órgãos de segurança. Muito por conta do último episódio, onde o Vila Nova tentou levar o clássico do dia 25 de janeiro para o Serra Dourada, com presença de dois públicos. Por questões burocráticas e financeiras, a negociação entre o clube Colorado e a Construcap (empresa que gerencia o Serra), não teve um final feliz.






