Após receber alta medica nesta quinta-feira (01/01) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) retornou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília para voltar a cumprir sua pena de 27 anos por golpe de Estado e outros crimes. Sua alta nesta quinta-feira já havia sido prevista pelos médicos que o acompanham.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a atual internação no hospital DF Star, em Brasília. A cirurgia foi para corrigir hérnias na região da virilha, realizada na quinta-feira (25/12). Na terça (30/12), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) divulgou que o pai voltara a apresentar soluços pela manhã, apesar de ter sido submetido a duas intervenções desde sábado para tratar as crises persistentes.
Bolsonaro, que alega inocência pelos crimes aos quais foi condenado, foi internado em 25 de dezembro para passar por vários procedimentos.
O ex-presidente tem sido submetido a diversas cirurgias, exames e tratamentos nos últimos anos, desde que foi vítima de uma facada durante a campanha nas eleições presidenciais de 2018.A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro também se manifestou sobre o quadro.
“Meu amor apresentou quadro de soluços às 10h da manhã, que não cessaram até o momento. Diante disso, a equipe médica optou pela realização de um reforço no bloqueio do nervo frênico. Ele acaba de ser encaminhado ao centro cirúrgico. Seguimos enfrentando dias difíceis e contamos com as orações de todos”, postou Michelle.
Em nota divulgada na quarta (31), os médicos disseram que o ex-presidente seguiria em cuidados pós-operatórios e passaria por por uma “endoscopia digestiva alta, evidenciando persistência de esofagite e gastrite”.
O ex-presidente também passou por “tratamento para doença do refluxo gastroesofágico, em fisioterapia respiratória, terapia de CPAP [Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas] noturno e medidas preventivas para trombose”, afirma o comunicado.
O cardiologista Brasil Ramos Caiado, um dos médicos que atende o ex-presidente, disse a jornalistas na segunda-feira (29) que Bolsonaro sofre de uma condição conhecida como “soluços persistentes ou intratáveis”.
“São quadros extremamente raros. E eles são decorrentes de outras doenças, mais comumente de pós-cirurgia do abdômen, que é um problema que o presidente tem, e também de doenças do trato gastrointestinal, que também ele tem”, explicou, ao falar com jornalistas na porta do hospital.
Carlos voltou a criticar a prisão de Bolsonaro e disse que seu pai poderia morrer caso broncoaspirasse por causa do refluxo constante.
“Ele precisa de cuidados especiais 24 horas por dia, e sua condição só piora. Existem episódios muito mais graves do que os que aparecem nesse vídeo, e eles representam risco real e imediato à sua vida”.
“Sem cuidados médicos contínuos, acompanhamento ininterrupto e ambiente adequado, estamos diante de uma tragédia anunciada”.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, não atendeu os pedidos da defesa do ex-presidente para reestabelecer a prisão domiciliar devido aos problemas de saúde, mas autorizou acompanhamento médico constante a Bolsonaro na prisão, com livre acesso de profissionais de saúde e um atendimento de plantão na Polícia Federal.
Com informações BBC News Brasil




