Amado Batista é incluído na “lista suja” do trabalho escravo do governo federal

Ao todo, 169 novos empregadores foram inseridos no cadastro
Foto: Reprodução

O cantor goiano Amado Batista foi incluído na lista suja de trabalho escravo, conforme atualização realizada pelo governo federal nesta segunda-feira, 6. Ao todo, 169 novos empregadores foram inseridos no cadastro, que representa um aumento de 6,28% em relação à última atualização.

De acordo com o governo federal, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e trabalho análogo à escravidão. divulgada pelo governo federal em abril de 2026.

O cadastro reúne empregadores que foram responsabilizados administrativamente por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.
De acordo com informações do Ministério do Trabalho e Emprego, a inclusão ocorre após processos administrativos concluídos, com garantia de defesa em duas instâncias.

A lista é atualizada periodicamente e tem como objetivo dar transparência a casos comprovados de irregularidades trabalhistas graves.

Fiscalizações em Goiás
O nome do artista foi incluído após fiscalizações realizadas em 2024, em propriedades rurais localizadas no estado de Goiás. Durante as ações, equipes de inspeção identificaram trabalhadores em condições consideradas irregulares.
Segundo os registros, cerca de 14 trabalhadores foram encontrados em situações que incluíam jornada exaustiva e condições inadequadas de trabalho.

O que é a “lista suja”
A “lista suja” do trabalho escravo é um instrumento público utilizado pelo governo federal para divulgar nomes de empregadores que descumpriram a legislação trabalhista em níveis considerados graves.
A inclusão no cadastro não configura condenação criminal, mas pode gerar impactos econômicos e reputacionais, como restrições de crédito por instituições financeiras e maior fiscalização.

O nome permanece na lista por até dois anos, período em que o empregador pode regularizar sua situação e cumprir as exigências legais.

Em nota, a assessoria do cantor afirmou que não houve resgate em sua propriedade e que os funcionários seguem trabalhando normalmente. Também reconheceu irregularidades na fazenda arrendada, envolvendo quatro trabalhadores de uma empresa terceirizada. Segundo a defesa, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho, com quitação das obrigações e adoção de medidas para encerrar o caso.

Já a BYD foi incluída na lista após fiscalização na construção de sua fábrica em Camaçari (BA), onde trabalhadores chineses foram encontrados em condições análogas à escravidão. Inicialmente, 163 pessoas foram identificadas, número que depois subiu para 224.

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