Em sabatina no “Jornal Nacional”, Caiado evita respostas

Em diversos momentos, Caiado prosseguiu com suas respostas mesmo após as intervenções dos entrevistadores
Reprodução de vídeo

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) foi o segundo presidenciável a participar, na noite desta terça-feira (25), da série de sabatinas promovida pela TV Globo. Durante a entrevista, o ex-governador de Goiás evitou aprofundar respostas sobre temas considerados sensíveis, não detalhou propostas para a economia e buscou se apresentar como uma alternativa de terceira via na disputa presidencial.

Caiado também defendeu uma proposta de “anistia ampla, geral e irrestrita” para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, como forma de contribuir para a pacificação do país.

A entrevista foi marcada ainda por cerca de 40 interrupções ou tentativas de interrupção feitas pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Em diversos momentos, Caiado prosseguiu com suas respostas mesmo após as intervenções dos entrevistadores.

A sabatina começou com César Tralli questionando Ronaldo Caiado sobre a possibilidade de um projeto de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em regime domiciliar.

Caiado não respondeu diretamente à pergunta. O candidato afirmou que, caso eleito, terá a responsabilidade de conduzir o debate sobre uma eventual anistia e destacou seu compromisso com a democracia. Segundo ele, o Brasil precisa superar o clima de polarização e evitar que o conflito político se transforme em um ciclo permanente de confronto.

“Eu quero dizer nesse momento é que nós precisamos acabar com essa polarização, temos que pacificar o País. Ninguém aguenta mais essa situação”, afirmou.

Na sequência, Caiado declarou que pretende encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de “anistia geral e ampla” para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Ao defender a proposta, comparou a situação de Bolsonaro à de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria concedido uma medida semelhante ao atual presidente.

A comparação, porém, é juridicamente incorreta. As condenações de Lula nos casos relacionados à Operação Lava Jato foram anuladas pelo STF porque a Corte entendeu que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era o foro competente para julgar os processos. Posteriormente, o Supremo também reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro no caso do tríplex do Guarujá. As decisões restabeleceram os direitos políticos de Lula, mas não representaram uma anistia.

Ao defender sua proposta, Caiado afirmou que pretende utilizar o Congresso como caminho para buscar uma solução política para os condenados e, segundo ele, contribuir para a pacificação do país.

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