Debate presidencial na Band é marcado por ausências e críticas a Lula e Flávio Bolsonaro

Participaram do encontro Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante)
Reprodução de redes

O primeiro debate entre candidatos à Presidência da República, transmitido pela TV Band neste domingo (23), foi marcado pela ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Com isso, participaram do encontro Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

Logo no início, os candidatos presentes criticaram principalmente as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro. Renan Santos afirmou que os dois deveriam comparecer para responder sobre temas relacionados à segurança e a escândalos políticos. Caiado também criticou a decisão e disse que a sociedade esperava a presença dos dois.

Augusto Cury, que inicialmente chegou a afirmar que não participaria do debate, mudou de ideia e entrou no estúdio após conversar com o jornalista Fernando Mitre. O escritor classificou a ausência de Lula como um “desrespeito com a democracia”.

Durante o debate, segurança pública foi um dos principais assuntos. Renan Santos defendeu medidas mais duras contra o crime organizado, enquanto Caiado destacou ações adotadas durante sua gestão em Goiás e prometeu ampliar a integração entre as forças de segurança. Cury defendeu a participação de diferentes setores da sociedade no combate à violência.

Outro tema discutido foi o fim da escala 6×1. Renan Santos se posicionou contra a mudança e defendeu reformas na legislação trabalhista. Cury, por outro lado, apoiou a redução da jornada e afirmou que uma escala de cinco dias de trabalho por dois de descanso poderia melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e a produtividade.

As relações entre Brasil e Estados Unidos também estiveram entre os assuntos debatidos. Cury defendeu uma relação equilibrada com os norte-americanos, enquanto Caiado criticou a política externa do governo Lula. Renan Santos também fez críticas ao alinhamento do bolsonarismo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O debate foi realizado após ser adiado de 16 de agosto para este domingo. Lula havia sinalizado que não participaria, decisão que também levou Flávio Bolsonaro a desistir do encontro. Zema posteriormente anunciou sua ausência, alegando que, sem Lula e outros concorrentes, a mudança de data havia perdido o propósito inicial.

Segundo a pesquisa Datafolha citada no debate, Lula aparecia com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Os demais candidatos estavam tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

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