O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público (Gaepp), deflagrou, na manhã desta terça-feira (11/8), a Operação Simulatio, que apura a atuação de suposta organização criminosa especializada na prática de fraudes a licitações e contratações diretas ilegais por atas de adesão fraudulentas, com estimativa de dano ao erário e enriquecimento ilícito superior a R$ 14 milhões.
Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, quatro medidas de afastamento de cargo público e 44 mandados de busca e apreensão, deferidos pelo 1º Juízo das Garantias da Comarca de Goiânia. As medidas foram cumpridas em endereços residenciais, sedes empresariais e órgãos públicos localizados em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Rio Verde, Itumbiara, Itaberaí, Goianira, Inhumas, Goianésia, Abadia de Goiás, Rio Quente, Uruaçu, Luziânia e Alexânia, além de São Paulo (SP) e Ribeirão Preto (SP).
A operação mobilizou 40 Promotores de Justiça do Estado de Goiás e contou com o apoio da Polícia Militar de Goiás (PM-GO), do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil de São Paulo (PC-SP).
A investigação tem como alvo um grupo empresarial sediado no Estado de Goiás que, por intermédio de diversas empresas, teria fraudado a fase interna de procedimentos licitatórios que tinham por objeto o fornecimento, montagem e instalação de ambientes modulares, destinados prioritariamente a unidades escolares municipais e redes de assistência social.
Apurou-se que a pessoa jurídica beneficiária do esquema recebeu, em valores liquidados entre os anos de 2015 e 2025, mais de R$ 88,3 milhões dos cofres públicos estaduais e municipais. São alvos da investigação os integrantes do núcleo empresarial do esquema, além de gestores e servidores públicos de diversos municípios do Estado de Goiás que teriam facilitado ou concorrido para a contratação direcionada da empresa investigada, com possível fraude ou frustração ao caráter concorrencial de procedimentos licitatórios.
Segundo as investigações, o grupo teria utilizado diversas empresas para fraudar a fase interna de procedimentos licitatórios e viabilizar contratações direcionadas por meio de atas de adesão fraudulentas. As medidas cautelares foram cumpridas nos municípios goianos e nos dois municípios do Estado de São Paulo. O material apreendido no curso das diligências será utilizado para o aprofundamento das investigações. (Texto: Gaepp/CSI – Edição: Ascom – MPGO)





