Filha do ex-governador e ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende, Ana Paula Rezende decidiu entrar novamente no cenário político de Goiás ao aceitar o convite para ser candidata a vice-governadora na chapa de Wilder Morais, que disputa o Governo do Estado nas eleições de 2026. Segundo ela, a decisão está diretamente ligada ao desejo de manter vivo o legado político construído pelo pai ao longo de décadas.
Em seu relato, Ana Paula afirmou que, após a morte de Iris, passou a sentir ainda mais a responsabilidade de defender os princípios que marcaram a trajetória do pai. Para ela, a política defendida por Iris era aquela que colocava as pessoas no centro das decisões.
“Eu lutei muito. Depois que meu pai morreu, eu quis muito levar a política de Iris adiante. Eu não posso deixar essa política morrer. A política que olha para as pessoas e sente o que elas sentem”, afirmou.
Ana Paula contou que chegou a se sentir sozinha durante esse processo e que buscou apoio para continuar defendendo as ideias que, segundo ela, fizeram parte da trajetória de Iris Rezende.
“Eu não tinha voz, eu não podia falar. Ninguém me ouvia. Eu estava batendo nas portas, pedindo ajuda. E não era para mim, era para essa política, era para a história do maior líder que a gente teve, aquele que cuidou das pessoas”, relatou.
Exemplo de gestão
Ao relembrar a passagem de Iris pela Prefeitura de Goiânia, Ana Paula citou uma decisão tomada pelo pai quando assumiu o cargo, em 2004. Segundo ela, uma das primeiras medidas foi retirar uma empresa terceirizada responsável pela limpeza e transferir o serviço para a própria prefeitura.
De acordo com o relato, a mudança representou uma economia de aproximadamente R$ 4 milhões ao longo de quatro anos. Ana Paula destacou que Iris não enxergava a economia apenas como um número no orçamento, mas como um recurso que poderia ser transformado em benefícios para a população.
“Ele chamou o secretário e falou: ‘Vamos fazer as contas. Em quatro anos, ele economizou quatro milhões’. Aí ele perguntou: ‘Quantas casas nós construímos com esses quatro milhões? Quantas famílias nós atendemos? Quantas escolas?’”, contou.
Para Ana Paula, esse episódio representa uma das principais características da forma como Iris enxergava a administração pública: a necessidade de transformar os recursos economizados em ações concretas para a população.
“Essa é a conta que a gente tem que fazer. O político tem que ter esse olhar humano. O político tem que ouvir, tem que sentir”, afirmou.
Decisão de ser vice
Ao aceitar o convite para integrar a chapa de Wilder Morais, Ana Paula diz que busca justamente colocar esse modelo de política em prática. A escolha, segundo ela, não representa apenas uma decisão eleitoral, mas uma oportunidade de continuar a história construída por Iris e defender uma atuação política mais próxima da população.
A filha de Iris Rezende afirma que pretende levar para a campanha e para uma eventual gestão a experiência e os ensinamentos deixados pelo pai, especialmente a capacidade de ouvir as demandas da comunidade e transformar decisões administrativas em resultados para as pessoas.
A aproximação com Wilder Morais também marca a entrada de Ana Paula em uma disputa majoritária pelo Governo de Goiás. Ao aceitar o convite para ser vice, ela passa a ocupar um papel de destaque na eleição estadual de 2026 e aposta na construção de um projeto que, segundo ela, tenha como principal referência a política feita com presença, escuta e compromisso com a população.
Para Ana Paula, manter viva a política defendida por Iris significa não apenas preservar sua memória, mas colocar em prática os valores que marcaram sua trajetória: cuidar das pessoas, ouvir a comunidade e fazer com que o poder público esteja a serviço da população.





