O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta sexta-feira (31) que pretende comprovar sua inocência nas investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) sobre um suposto favorecimento ao extinto Banco Master. Em entrevista à rádio Baiana FM, o parlamentar disse que, por orientação de sua defesa, não comentará o mérito das acusações, mas destacou que o objetivo do inquérito é esclarecer os fatos e afastar qualquer responsabilidade indevida.
Sem detalhar o caso, Wagner afirmou confiar no trabalho das autoridades e demonstrou convicção de que as investigações comprovarão sua inocência. Segundo ele, seu foco neste momento está na disputa eleitoral na Bahia, cuja convenção partidária deverá contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador também declarou que continua contando com o apoio político de Lula, mesmo após deixar a liderança do governo no Senado em meio ao avanço das investigações. De acordo com Wagner, a decisão de entregar o cargo foi tomada para evitar desgastes ao Executivo. Ele acrescentou que recebeu manifestações públicas de apoio do presidente durante compromissos recentes no estado.
Apesar de ser alvo da operação da Polícia Federal, o petista reafirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado. Segundo ele, a receptividade da população durante os encontros do Programa de Governo Participativo (PGP) reforça sua disposição de permanecer na corrida eleitoral.
As investigações da Polícia Federal apontam que Wagner mantinha uma relação próxima com Augusto Ferreira Lima, conhecido como “Guga”, ex-sócio do Banco Master. Conforme os investigadores, essa proximidade teria facilitado o contato do senador com Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira, permitindo interlocução sobre temas legislativos e interesses do banco. Os documentos do inquérito foram tornados públicos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso.
A PF afirma haver indícios de que o parlamentar teria recebido vantagens econômicas em troca de atuação favorável aos interesses do Banco Master. Entre os elementos reunidos estão registros de contatos telefônicos frequentes entre Wagner e Augusto Lima, viagens realizadas em conjunto, encontros familiares e a inclusão do nome do senador em uma lista de autoridades que receberiam presentes de alto valor no fim de 2024.
A defesa de Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e sustenta que o senador demonstrará sua inocência ao longo das investigações.
Fonte: Correio Braziliense





