Lula reforça negociações contra tarifaço dos EUA

A nove dias do prazo final para os Estados Unidos anunciarem se vão implantar a taxação de 25% sobre os produtos brasileiros
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta em uma nova reunião com o representante comercial, Jamieson Greer, e na oferta de redução de alíquotas para setores cujos mercados são dominados pelos americanos para impedir o tarifaço. A nove dias do prazo final para os Estados Unidos anunciarem se vão implantar a taxação de 25% sobre os produtos brasileiros.

Mesmo com a tentativa de demonstrar esforço para evitar as sanções, setores do governo mostram pessimismo com a possibilidade de sucesso da iniciativa. A avaliação é que, de olho nas eleições de outubro, o governo Donald Trump não teria interesse em dar uma vitória política a Lula. A gestão petista entende que os americanos vão se empenhar em ajudar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em documento enviado na semana passada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), órgão responsável pela investigação comercial, Flávio pediu o adiamento do tarifaço.

O governo acredita que se as tarifas não forem impostas pelos americanos, o pré-candidato do PL tentará capitalizar o mérito, dizendo que atuou junto à gestão Trump. Auxiliares de Lula dizem que, se isso acontecer, farão a disputa da narrativa.

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