Parte da bancada federal de Goiás virou alvo de críticas nas redes sociais e entre trabalhadores após parlamentares se posicionarem contra o avanço da PEC que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no Brasil. O debate ganhou força nacional nas últimas semanas e expôs o racha entre setores empresariais e defensores dos direitos trabalhistas.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para descansar apenas um reacendeu um dos debates mais sensíveis do país: a relação entre produtividade, qualidade de vida e direitos trabalhistas.
Nas redes sociais, trabalhadores passaram a cobrar publicamente o posicionamento dos parlamentares, principalmente daqueles que não demonstraram apoio inicial à proposta. Em Goiás, alguns deputados federais foram apontados como resistentes ao avanço da PEC durante as primeiras articulações em Brasília.
Entre os nomes citados estão Célio Silveira, Glaustin da Fokus, Zacharias Calil, Ismael Alexandrino, Daniel Agrobom, Gustavo Gayer, José Nelto, Marussa Boldrin e Magda Mofatto.
A repercussão ganhou força principalmente entre trabalhadores do comércio, serviços e setores operacionais, onde a escala 6×1 é amplamente utilizada e frequentemente alvo de críticas relacionadas ao desgaste físico, emocional e à dificuldade de convivência familiar.
Apesar da pressão popular e das críticas recebidas nas redes sociais, a votação final da proposta na Câmara dos Deputados teve apoio integral da bancada goiana, segundo registros divulgados pela imprensa nacional.
O debate, no entanto, continua dividindo opiniões. Enquanto trabalhadores defendem jornadas mais humanas e maior equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, parte do setor empresarial argumenta que mudanças abruptas podem gerar impactos econômicos, aumento de custos e dificuldades para pequenas empresas.
A PEC do fim da escala 6×1 acabou se tornando mais do que uma discussão trabalhista: virou também um termômetro político sobre quais interesses os parlamentares escolhem priorizar diante das demandas da população brasileira.





