Faltando 30 dias para o Brasil estrear na Copa do Mundo, cresce no comércio a expectativa para fazer do evento uma espécie de “Black Friday” fora de época. O setor de televisores, por exemplo, espera um crescimento de 10% nas vendas neste ano, conforme destaca a FCDL-GO (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás) sobre estimativa feita pela Eletros (Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos).
Se confirmada, essa alta nas vendas de TVs e demais produtos da linha marrom (que inclui monitores e equipamentos de áudio) será três vezes maior do que a expansão de 3% registrada em 2025, em relação ao ano anterior.
Mas outros setores como vestuário e artigos de festas, por exemplo, também confiam na disposição do torcedor para comprar roupas nas cores da Seleção Brasileira e itens como buzinas, bandeiras, serpentinas, óculos cenográficos de plástico e bandeirolas. São produtos que ajudam a colorir de verde e amarelo casas, empresas, bares, restaurantes e até órgãos públicos.
“A Copa volta agora à normalidade, acontecendo entre junho e julho, e trazendo neste 1º semestre um impulso no comércio e em setores como serviços e turismo. Torcemos por boas vendas no varejo, mas estamos conscientes de que muitos consumidores estão endividados e serão bem conservadores nos seus gastos”, diz Valdir Ribeiro, presidente da FCDL-GO.
A preocupação com a inadimplência é latente. Isto porque 44% da população adulta brasileira tem contas em atraso, em função do alto endividamento, segundo dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) divulgados pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).
Em Goiás, a inadimplência cresce consecutivamente desde julho de 2024, destaca a FCDL-GO. “Além dos juros altos, a inflação, agora, voltou a ser um empecilho para reverter esse cenário”, completa Valdir. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) indica que, em abril, Goiânia teve a maior taxa de inflação do Brasil, com variação de 1,12% ao longo do mês.





