Nesta segunda-feira (30) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã ao fazer novas ameaças militares nos últimos dias. Em declarações recentes, Trump mencionou a possibilidade de atacar a infraestrutura energética iraniana e chegou a falar em “destruição total”, caso o país não ceda às exigências americanas.
“Os Estados Unidos estão em negociações sérias com um NOVO, E MAIS RAZOÁVEL, REGIME para encerrar nossas operações militares no Irã. Grande progresso foi feito, mas, se por qualquer motivo um acordo não for alcançado em breve o que provavelmente acontecerá e se o Estreito de Ormuz não for imediatamente ‘aberto para negócios’, encerraremos nossa ‘agradável’ permanência no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização), que deliberadamente ainda não ‘tocamos’. Isso será uma retaliação pelos muitos soldados e outros que o Irã massacrou e matou ao longo dos 47 anos de ‘reinado de terror’ do antigo regime”, afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.
A tensão ocorre em meio a um cenário já delicado no Oriente Médio, marcado por trocas de ataques e crescente instabilidade na região. O governo norte-americano pressiona o Irã por mudanças em seu programa nuclear e na atuação militar indireta em outros países.
Apesar do discurso agressivo, ainda há sinais de tentativas de negociação. Especialistas alertam, no entanto, que o risco de uma escalada maior do conflito permanece e pode impactar diretamente a segurança internacional e o mercado global de energia.





