O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que negou o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio classificou a decisão como “cheia de sarcasmo” e acusou o magistrado de agir como se tivesse “procuração para praticar tortura”.
Nesta quinta-feira (1º), em publicação na rede social X, o senador afirmou que o laudo médico aponta a necessidade de cuidados permanentes que, segundo ele, não poderiam ser garantidos no sistema prisional. “A decisão ignora que existe até risco de AVC em razão das complicações de saúde”, escreveu.
Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que não houve agravamento do estado clínico do ex-presidente, mas sim melhora dos desconfortos apresentados após cirurgias eletivas recentes. O ministro destacou ainda que todas as prescrições médicas citadas pela defesa podem ser cumpridas integralmente na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, sem prejuízo à saúde do custodiado.
Flávio Bolsonaro reagiu afirmando que Moraes deveria analisar atentamente o laudo médico. Ele publicou uma foto do pai internado, datada de abril de 2025, e reiterou que o estado de saúde do ex-presidente nunca foi o mesmo após o atentado a faca sofrido em 2018.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) também criticou a decisão. Em postagem nas redes sociais, afirmou que o ministro ultrapassou limites aceitáveis em um Estado Democrático de Direito. “As decisões desse sujeito violam garantias constitucionais básicas e expõem deliberadamente Jair Bolsonaro a riscos físicos e humanos reais”, declarou.
Flávio e Carlos Bolsonaro são pré-candidatos nas eleições de 2026. Flávio anunciou sua intenção de disputar a Presidência em dezembro de 2025, a pedido do pai. Já Carlos, vereador do Rio de Janeiro desde 2001, afirmou que pretende concorrer a uma vaga no Senado por Santa Catarina.
Retorno à sede da Polícia Federal
Jair Bolsonaro recebeu alta médica nesta quinta-feira e deixou o Hospital DF Star, em Brasília, por volta das 18h40. Em seguida, foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal para retomar o cumprimento da pena de 27 anos de prisão. O ex-presidente foi condenado pelo STF por liderar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Bolsonaro estava internado desde a véspera do Natal, com autorização judicial, e foi submetido, no dia seguinte, à oitava cirurgia desde 2018, quando sofreu o atentado durante a campanha eleitoral. O procedimento teve como objetivo tratar uma hérnia inguinal. Nos dias seguintes, ele passou por outros três procedimentos para tentar controlar crises persistentes de soluços.
Com Informações da agência do estado




