Marconi defende leis mais duras contra agressores e reforça luta contra o feminicídio

Entre as medidas propostas estão a suspensão imediata da Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
Foto: reprodução

O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, publicou na manhã desta segunda-feira (29) um vídeo em suas redes sociais em que defende o endurecimento das leis e a adoção de medidas mais rígidas contra agressores de mulheres, diante do avanço da violência doméstica e do feminicídio em Goiás e no Brasil. Ao abordar o tema, Marconi foi enfático ao afirmar: “Chega de feminicídio, chega de agressão às mulheres. Essa é uma luta que não admite silêncio.”

Na gravação, Marconi destacou que, enquanto o país vive um período de comemorações e celebrações familiares, é justamente nessa época que aumentam os casos de violência doméstica contra mulheres. Ele afirmou que os índices permanecem em níveis alarmantes em todo o país, com cerca de quatro mulheres assassinadas por dia em crimes de feminicídio, o que evidencia a gravidade e a urgência do enfrentamento ao problema.

Diante desse cenário, o ex-governador de Goiás, que também é presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), anunciou o encaminhamento à bancada do PSDB no Congresso Nacional de uma minuta de projeto de lei para endurecer as punições aos agressores. Entre as medidas propostas estão a suspensão imediata da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a obrigatoriedade de participação em cursos de reeducação e, em caso de reincidência, o bloqueio de contas bancárias.

A proposta também prevê punições imediatas para o descumprimento de medidas protetivas, como bloqueio de contas, suspensão da CNH, acompanhamento obrigatório e prisão. Segundo Marconi, o objetivo é quebrar a rotina do agressor, responsabilizá-lo de forma efetiva e garantir proteção real às mulheres em situação de risco e vulnerabilidade.

No vídeo, Marconi também deixou uma mensagem direta às mulheres vítimas de violência, reforçando que elas não estão sozinhas, que merecem viver sem medo e que a proteção às mulheres é uma obrigação dos governos estaduais e do Estado brasileiro.

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