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ECONOMIA

Goiás registra superávit de US$ 7,3 bilhões na balança comercial em 2025

China segue como principal parceira comercial de Goiás, concentrando 38,91% das exportações goianas no período

Por Helma Bessa
Foto: Divulgação

A balança comercial de Goiás registrou superávit de US$ 7,3 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, resultado de US$ 12,3 bilhões em exportações e US$ 4,9 bilhões em importações. Somente em novembro, o estado exportou mais de US$ 808 milhões e importou US$ 449 milhões, gerando um saldo positivo de US$ 359 milhões no mês. Os dados são da Superintendência de Comércio Exterior e Atração de Investimentos Internacionais, divulgados pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC).

O desempenho positivo foi impulsionado pelo avanço do complexo da soja, que respondeu por 48,16% das exportações goianas, com destaque para a soja in natura, responsável por 41,71% das vendas do setor. Outro segmento relevante foi o de carnes, que representou 20,04% das exportações do estado e registrou crescimento de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o complexo do milho respondeu por 6,76% das exportações goianas no período, com alta de 21,69% na comparação anual.

“Goiás segue demonstrando sua força e resiliência no comércio exterior, impulsionado por políticas públicas de apoio e incentivo à exportação, como o PEIEX [Programa de Qualificação para Exportação] da SIC, além da parceria com grandes empresários e produtores do estado, que contam com todo o suporte para levar os produtos goianos ao mercado internacional”, destacou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho.

No recorte de janeiro a novembro de 2025, a China manteve-se como principal destino das exportações goianas, concentrando 38,91% do total. Na sequência aparecem os Estados Unidos (4,38%), Países Baixos (2,45%), México (2,35%) e Irã (2,20%).

Entre os municípios exportadores, Rio Verde liderou o ranking no acumulado do ano, com 25,77% das exportações, seguido por Jataí (7,79%), Mozarlândia (4,98%), Palmeiras de Goiás (4,57%) e Alto Horizonte (3,54%). Nas importações, o destaque foi Anápolis, responsável por 40,20% do total estadual, reflexo da força do seu polo industrial, especialmente no setor farmacêutico.

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