Aeroporto de Goiânia será administrado por grupo mexicano

A operação foi orçada em R$ 11,5 bilhões, sendo pagos R$ 5 em participações acionárias e assumirá R$ 6,5 bilhões em dívidas líquidas
Aeroporto Santa Genonova será administrado por grupo mexicano | Foto: reprodução

O Aeroporto Internacional Santa Genoveva, em Goiânia, será administrado pelo grupo mexicano Aeropuerto de Cancún, subsidiária do Grupo Aerportuario del Sureste (Asur). Isso porque o grupo adquiriu a operação da Motiva (ex-CCR) no Brasil, concessionária de outros 16 aeroportos no país. O anuncio foi nesta terça-feira (18/11) ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a aquisição da operação da Motiva (ex-CCR) no Brasil, que administra 17 aeroportos no país, em nove estados, incluindo os aeroportos de Goiânia (GO) e Confins (MG).


A operação tem valor total de R$ 5 bilhões e envolve ativos em outros países da América Latina. A empresa mexicana possui ampla experiência em gestão aeroportuária. O grupo, atualmente, opera nove aeroportos no México e outros sete na América Latina.

“A vinda de um player mexicano vai ampliar as relações comerciais entre Brasil e México e fortalecer o turismo de negócios e de lazer entre os dois países. Nós estamos falando da maior transação aeroportuária em curso no mundo”, afirmou o ministro. “O investimento de R$ 5 bilhões por uma operadora internacional no Brasil é uma demonstração de confiança no crescimento da aviação no país”, acrescentou.

“Esses novos investimentos dialogam com a agenda do Ministério de Portos e Aeroportos de buscar a ampliação de novas concessões no Brasil. Nós estamos vivenciando o maior volume de investimentos da história em infraestrutura do setor aeroportuário. Nesses últimos dois anos e meio do governo Lula, já incluímos quase 30 milhões de passageiros a mais na aviação brasileira, o que é fruto do crescimento econômico e do turismo no Brasil”, acrescentou o ministro.

O ministro evidenciou a possibilidade de ampliação dos voos entre os dois países e de incremento do turismo de lazer e de negócios. Pela posição geográfica estratégica dos dois países da América Latina, ao sul e ao norte, Brasil e México podem ser hubs aeroportuários, com conexão entre Estados Unidos e os países sul-americanos.

A operação representa ainda maior dinamismo e diversidade para o setor aeroportuário brasileiro, que passará a ter outro operador estrangeiro. A aquisição reflete também, na opinião do ministro, a atratividade do setor de transporte aéreo nacional, valorizando os ativos brasileiros e criando novas oportunidades de negócio para outros aeroportos no país.

Neste ano, de janeiro a setembro, foram registrados 1.375 voos entre os dois países, uma alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, e 253 mil passageiros transportados, com crescimento de 15,4% frente a 2024.

Além do aeroporto goiano, a negociação abarcou ainda os seguintes terminais brasileiros:

Paraná: São José dos Pinhais (Curitiba), Bacacheri, Foz do Iguaçu, Londrina;

Minas Gerais: Belo Horizonte (Confins), Pampulha;

Rio Grande do Sul: Pelotas, Bagé, Uruguaiana;

Santa Catarina: Navegantes, Joinville;

Maranhão: São Luís, Imperatriz;

Piauí: Teresina;

Tocantins: Palmas;

Pernambuco: Petrolina.

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